PF apreende mais de R$ 2 milhões em operação contra fraudes em importações

SÃO PAULO - A Receita Federal e a Polícia Federal (PF) realizaram nesta terça-feira a Operação Porto Europa, cujo objetivo é reunir provas de um esquema fraudulento de importação de artigos de luxo em São Paulo. Foram apreendidos mais de R$ 2 milhões: R$ 600.000 em dinheiro e R$ 1.500.000 em cheques. Ninguém foi preso.

Redação |

Também foram apreendidos um automóvel blindado da Mercedes Benz, no valor de aproximadamente meio milhão de reais, três servidores, seis hd's, nootebooks, pen drives e arquivos com as faturas originais das transações comerciais, segundo a Receita.

Divulgação
O dinheiro foi apreendido pela Polícia Federal durante a operação contra fraudes

A ação contou com a participação do Ministério Público. Um dos lugares onde foi feita a operação é a loja Tânia Bulhões, na rua Colômbia, na região dos Jardins.

Sete locais foram vistoriados pela Polícia Federal. Três lojas, duas casas e dois escritórios de contabilidade de supostos beneficiários do esquema.

Segundo a Receita, os criminosos substituiam, nos documentos de importação, o importador e os fornecedores por tradings brasileiras e por empresas exportadoras "de fachada" sediadas em Miami. Desta forma, o grupo conseguia ocultar tanto os adquirentes quanto os verdadeiros valores transacionados.

A Receita Federal ainda deve confirmar a suspeita de que 70% das  importações investigadas tiveram seus impostos sonegados, crime pelo qual os envolvidos devem pagar multa que varia de 75% a 225% do valor do imposto. O valor mais alto é aplicado quando fica provado que houve a intenção de causar danos ao fisco. Ainda segundo a Receita, há indícios que provam que havia a venda de produtos sem a nota fiscal.

Os investigadores acreditam que duas exportadoras sediadas no mesmo endereço em Miami participavam do esquema. Uma delas simulava a aquisição dos produtos, enquanto a outra enviava as mercadorias ao Brasil com valores correspondentes, em média, a 30% dos originais.

A organização, que foi descoberta após cerca de um ano de investigação, é suspeita dos crimes de subfaturamento em importações, descaminho, sonegação fiscal e falsidade ideológica.

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