PF aponta ação de bicheiros perto de delegacias no Rio

A Polícia Federal divulgou, em nota à imprensa sobre uma operação para prender bicheiros, que existe uma intensa atuação de contraventores perto de unidades policiais do Estado do Rio. A declaração foi feita menos de dois meses depois de o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, fazer duras críticas à PF por omissão no combate ao tráfico de armas e drogas.

Agência Estado |

Na nota, a assessoria de imprensa da PF escreveu que chamou a atenção "a ostensividade com que esses grupos (de criminosos ligados ao jogo do bicho) atuam, alguns instalados próximos a delegacias de Polícia Civil, a batalhões da PM, e, inclusive, próximos ao prédio da Secretaria de Segurança Pública". O texto, sucinto, dizia ainda que as "cópias dos procedimentos serão remetidas ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para conhecimento e providências".

Pouco depois da declaração do secretário, dada pouco depois de traficantes abaterem a tiros um helicóptero da Polícia Militar, o Ministério Público Federal instaurou inquérito civil público para apurar omissão da PF no combate ao tráfico de drogas e armas no Rio de Janeiro, em parte por causa da declaração do secretário. O inquérito está nas mãos do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público Federal. O objetivo é fazer um diagnóstico público do trabalho de investigação da Polícia Federal.

À época, o procurador Fábio Seghese, que integra o grupo de investigação, disse ainda que solicitou à PF que encaminhasse os relatórios de inteligência policial. Da mesma forma que a PF não comentou as declarações de Beltrame, ontem o secretário de Segurança Pública informou por meio de sua assessoria de imprensa que não comentaria a nota da PF.

Operação

Na operação "Bicho Solto" foram conduzidas 73 pessoas às diversas unidades da Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro, feitas diligências em 43 locais e apreendido vasto material de apontamento, assim como máquinas caça-níqueis.

"A ação faz parte da estratégia da Polícia Federal de enfrentamento à cúpula do jogo do bicho, que vem agindo ostensivamente no Estado do Rio de Janeiro explorando livremente pontos clandestinos de jogos nas proximidades de órgãos públicos, inclusive, de segurança", informou a segunda nota sobre o assunto, divulgada no início da noite de hoje.

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