Pezão teme novas tragédias e cogita até usar PAC para retirar famílias

O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, irá se reunir hoje com o secretário de saúde do estado, Sérgio Côrtes, e o governador Sérgio Cabral. Serão relatados todos os fatos observados por Pezão e Côrtes em Angra dos Reis e na Ilha Grande. Segundo o vice, há pelo menos 40 pontos de deslizamentos na cidade e um novo período de chuvas trará sérios problemas para a região. Ele cogitou retirar famílias de Angra até para localidades onde o governo implanta Planos de Aceleração de Crescimento (PACs).

iG Rio de Janeiro |

"Passei nesta segunda-feira pela manhã por Angra com o secretário e temos uma reunião com o governador. Faremos um relato de tudo. Estamos à procura de seis corpos, três no Morro da Carioca (um foi encontrado nesta manhã) e três na Ilha Grande, e começar um planejamento porque o quadro é muito triste e preocupante, especialmente no centro de Angra", afirmou Pezão à rádio CBN.

Ele comentou ainda a dificuldade de se retirar moradores, especialmente da Ilha Grande, pelo tempo que os habitantes da região ocupam o local. Ele disse que será feito um monitoramento permanente das encostas, mas que considera a tragédia na Enseada do Bananal uma fatalidade.

"O governador já fez alguns decretos, o ministro Carlos Minc impediu diversas construções na Ilha. Mas há pessoas que vivem há 70 anos ali, tiram seu sustento. As pessoas não chegaram hoje. Eu acho uma fatalidade, mas não sou especialista. Já convocamos diversos técnicos, o Eduardo Paes (prefeito do Rio) mandou ontem a Georio para analisar algumas encostas na Ilha e na cidade, mas é mata fechada, não aparecia nem a pedra. É uma situação difícil. É claro que a gente não pode ter mais nenhuma moradia. Mas é difícil tirar todas as pessoas que vivem ali. Tem de estudar cada caso. O turismo também é muito forte".

Pezão informou que Cabral se colocou à disposição para ajudar na retirada de moradores da região. Chegou a falar em comunidades onde estão sendo implantados PACs.

"O governador logo se colocou à disposição e até pelo que está fazendo dentro de favelas, com os PACs. É colocar o nosso pessoal para negociar com os moradores. Mas não é fácil achar área plana em Angra dos Reis. Temos de tirar aquelas pessoas das encostas. Não choveu mais, mas se voltar a chover teremos problemas porque foram diversas áreas. Acredito, pelo que sobrevoei, vi nas estradas, que são mais de 40 pontos de deslizamentos grandes dentro de Angra".

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