Peugeot Citroën quer elevar sua participação no Brasil

O grupo francês PSA Peugeot Citroën pretende aumentar sua participação no mercado brasileiro em 1 ponto porcentual por ano, em média, nos próximos anos. A meta foi divulgada hoje pelo presidente da empresa para a América Latina, Vincente Rambaud, que inaugurou a fábrica de usinagem de motores em Porto Real, no sul fluminense, após um investimento de R$ 91 milhões.

Agência Estado |

O executivo admitiu descontentamento com a atual participação conjunta de mercado das duas marcas francesas no País, de 5,1%. Segundo ele, o desempenho da montadora no Brasil poderia estar melhor. Rambaud reconheceu, porém, que a capacidade produtiva no País não acompanhou o aquecimento da demanda quando foi necessário, em setembro do ano passado, quando houve aumento de vendas apesar da crise que afetou o setor automotivo a partir de outubro.

Outro momento de expansão de vendas ocorreu após o governo brasileiro reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis, ainda no fim do ano passado. Rambaud afirmou que quando os efeitos da crise no setor foram mais fortes, com queda de 35% nas vendas de veículos em dezembro de 2008, por exemplo, o planejamento no setor tornou-se mais difícil. "Ainda estamos ajustando nossa capacidade de produção, mas os problemas estruturais já estão sendo resolvidos. Mas se o mercado brasileiro crescer 50%, é lógico que teremos problemas de novo", brincou Rambaud.

De acordo com o executivo, outro fator que contribuiu para as marcas Peugeot e Citroën não terem conquistado mais participação no mercado nacional foi o fato de o grupo não ter um modelo nos segmentos popular e de utilitários, nichos de mercado que têm apresentado expansão de demanda.

Rambaud, sem dar mais detalhes, afirmou que o grupo reserva para 2010 muitas "surpresas". Seu plano estratégico para o Mercosul entre 2007 e 2010, que inclui investimentos de US$ 500 milhões no Brasil e na Argentina, também prevê o lançamento de 12 novos veículos nesse período. Até o momento, já foram lançados sete produtos. Porém, Rambaud afirmou que não haverá mais lançamentos este ano.

"Não temos planos de lançar um carro popular no curto prazo", afirmou o executivo. "Talvez", respondeu sucintamente Rambaud, quando questionado se o plano da montadora está focado no lançamento de um utilitário. Mais tarde, o executivo deu outra pista: a de que as "surpresas" para 2010 devem vir principalmente da marca Peugeot.

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