Petrobras volta a importar gasolina por aumento na demanda

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras informou nesta quarta-feira que retomou as importações de gasolina para garantir o abastecimento no mercado interno depois de um pico na demanda do combustível. A demanda nacional por gasolina aumentou devido à queda na produção de cana-de-açúcar destinada ao álcool em consequência das fortes chuvas que prejudicaram a safra.

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A Petrobras informou em um comunicado que "vem aproveitando as oportunidades de preço, prazo e qualidade de vários mercados supridores para garantir o fornecimento de gasolina em todo o território nacional em função do aumento da demanda pelo combustível em virtude da diminuição do percentual do álcool na gasolina".

A partir de 1o de fevereiro está em vigor uma mistura menor de etanol na gasolina, que passou de 25 por cento para 20 por cento.

A companhia, no entanto, não especificou quanto pagou pelo combustível nem de quem comprou.

O jornal O Estado de S. Paulo informou nesta quarta-feira que chegarão ao país cerca de 270 mil metros cúbicos, ou 2 milhões de barris, vindos da Venezuela. O jornal estimou o custo da compra ao redor de 140 milhões de dólares.

A Venezuela tem se esforçado para manter o fornecimento de combustível ao próprio mercado, e importou o produto no ano passado para atender à crescente demanda para a geração de energia nas termelétricas.

As vendas combinadas de gasolina, diesel e álcool no Brasil cresceram 3 por cento no ano passado, impulsionadas por um aumento de 24 por cento nas compras de etanol, de acordo com um relatório da equipe de pesquisa Espirito Santo.

Os preços do etanol subiram nos últimos meses e os donos de carros flex migraram para a gasolina. A expectativa é de que o mercado do biocombustível só comece a se normalizar com o início da safra, que normalmente ocorre em abril, mas que neste ano pode ser antecipada.

O Brasil tem sido "auto-suficiente de gasolina" ao longo das últimas quatro décadas, desde o início de um programa que ajudou a ampliar o uso do etanol como combustível para automóveis, informou o jornal, citando o ex-executivo da Petrobras Ildo Sauer. O país ainda importa diesel.

(Por Guillermo Parra-Bernal, com reportagem adicional de Camila Moreira)

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