Petrobras se reúne com petroleiros para discutir greve

RIO DE JANEIRO - A Petrobras marcou para a tarde desta terça-feira reunião com a Federação Única dos Petroleiros, com objetivo de suspender a greve de cinco dias iniciada na segunda-feira e que chegou a afetar a produção de uma plataforma, segundo os grevistas. A estatal nega que tenha havido alteração na produção diária da companhia, inclusive da plataforma P-34, apontada pela FUP como símbolo da greve por se tratar da primeira unidade a retirar petróleo de reservas na região pré-sal do país.

Reuters |

O coordenador da FUP, João Antonio de Moraes, disse mais cedo à Reuters que a Petrobras havia retirado grevistas da P-34, trazendo-os de volta a terra, o que foi negado pela companhia.

"Não houve desembarque de grevistas da P-34. A plataforma está operando com equipe normal e não parou de produzir", informou a assessoria da Petrobras sobre a unidade localizada no campo de Jubarte, na bacia de Campos, em frente ao Estado do Espírito Santo.

Mas a empresa disse que em plataformas localizadas na bacia de Campos registraram retirada de grevistas, o que foi conseguido pela companhia por meio de liminar. A região é responsável por 80% do petróleo produzido no País.

"Na bacia de Campos, das 40 plataformas, 27 operam normalmente e 13 operam com equipes de contingência", informou a Petrobras.

A empresa conseguiu no domingo liminar da 71ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro proibindo a ocupação das unidades da empresa por grevistas e impedindo que eles bloqueassem o embarque dos funcionários que não aderiram à greve.

Segundo a assessora, na bacia de Campos os empregados que estão em greve desembarcam normalmente e quando é necessário as equipes de contingência assumem a operação.

"Os empregados que estão em greve, mas querem permanecer nas plataformas, continuam embarcados", complementou.

A assessora explicou ainda que a P-34 chegou a operar com uma equipe de contingência, mas que no momento opera com funcionários da plataforma.

De acordo com a FUP (Federação Única dos Petroleiros), a greve prossegue nesse segundo dia de maneira semelhante ao visto na segunda-feira, mas a Petrobras tem conseguido manter os níveis de produção utilizando um plano de contingência, com equipes de emergência.

Na segunda-feira, petroleiros grevistas informaram que conseguiram interromper a produção na P-34, plataforma com capacidade de 60 mil barris por dia, o que foi negado pela Petrobras.

A FUP disse que os grevistas controlavam diversos terminais de bombeamento de combustíveis no País e locais de produção de petróleo e gás, principalmente no Nordeste, mas que não havia redução na produção ou no abastecimento.

A Petrobras informou que 12 das 40 plataformas da bacia de Campos aderiram ao movimento grevista, mas que não houve interrupção na produção em nenhuma delas.

A companhia disse ainda que em 25 dos 47 terminais de bombeamento de combustível houve adesão à greve, mas que a produção foi escoada e entregue.

Os petroleiros grevistas pedem uma melhor participação nos lucros da empresa e o fim das demissões nas empresas terceirizadas, que prestam serviços à estatal, entre outros itens.

No ano passado, uma greve de cinco dias terminou bem sucedida para a categoria depois que a Petrobras elevou de 12,87% para 15,2% a participação nos lucros da companhia e concedeu meia folga no dia do desembarque, antes considerado um dia inteiro de folga.



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