Petistas trocam farpas pelo Twitter

BRASÍLIA - A racha do PT foi evidenciado nesta semana pelos próprios petistas por um novo ¿canal de comunicação¿: o Twitter. A rede social desponta entre os políticos do partido como uma das mais movimentadas do momento.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |


Só nesta quinta-feira, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) postou em sua página pessoal, acessível a todos os seus seguidores na internet, que subiria à tribuna para apresentar a renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável. Ele contou momento a momento, que teve de adiar seu pronunciamento a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma conversa, antes que expusse a decisão de sair do cargo de liderança no Senado.

Agência Brasil
Senador Aloizio Mercadante ao deixar o Conselho de Ética na quarta-feira

Aloizio Mercadante ao deixar o Conselho de Ética na quarta-feira

A decisão de Mercadante saiu menos de um dia depois dele ter confirmado em encontro, que ele convocou a imprensa, para dizer que ficaria no cargo para evitar mais crise. O parlamentar, no entanto, reforçou que deixaria o cargo à disposição: qualquer senador que fizer reivindicação para este cargo, eu passo. Eu não reivindico este cargo.

O posicionamento do líder petista foi criticado por seus pares na rede: Pela manhã assumiu, junto aos senador João Pedro, Ideli que iria ler carta do presidente Berzoini (junto). Na coletiva negou, escreveu em seu Twitter, o senador Delcídio Amaral (PS), pouco depois da entrevista de Mercadante.

Delcídio foi um dos três senadores petistas obrigados a votar contra o desarquivamento das ações contra Sarney no Conselho de Ética, seguindo a orientação partidária. Os outros dois são Ideli Salvati (SC) e João Pedro (AM). Ambos estão fora de Brasília e procurados pela reportagem IG, não quiseram entrar em detalhes sobre o assunto.

Já o presidente do PT, Ricardo Berzoini, aproveitou o momento para valorizar a legenda: Um partido democrático é assim. Vive publicamente momentos de tensão. Aprende com eles, reflete, supera e cresce. O PT sabe lidar com isso.

O senador Paulo Paim, por exemplo, economizou munição e comentou apenas a saída de dois senadores do partido: Marina Silva e Flávio Arns. A ausência dos senadores Marina Silva e Flávio Arns será muito sentida pelo partido. São pessoas comprometidas e capazes, escreveu. Assim como João Pedro (AM), lamento profundamente a saída da Marina pela figura humana que ela é. Marina dedicou 30 anos de sua vida pela luta para a construção do PT, tweetou o parlamentar.

Além de palpites e farpas, os parlamentares aproveitam o canal para contar aos internautas a agenda deles, os projetos aprovados, tecem comentários sobre os destaques do dia, dos mais variados, e ainda dão dicas de gosto pessoal, sobre música e eventos.  Um exemplo foi o senador pelo Mato Grosso do Sul, Delcídio Amaral, que no último domingo, longe da semana de crise, relembrava o rocknroll da década de 1970: Hoje, domingo, dia de lembrar os 40 anos do Festival de Woodstock, o início da Era de Aquário. escreveu.


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