Produtores de cebola, repolho e outras culturas que dependem da aplicação intensiva de agrotóxicos estão fazendo plantações às margens da represa de Itupararanga, cujas águas abastecem cerca de um milhão de pessoas em cidades como Sorocaba, Votorantim, Mairinque, Ibiúna e São Roque. Eles retiram a água da represa com bombas clandestinas - sem a licença do Departamento de Águas e Energia Elétrica, órgão do governo do Estado de São Paulo - para a irrigar as lavouras.

Essa água e as chuvas carregam pesticidas para a represa. Estudo realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) apontou o risco de contaminação por pesticidas no manancial, que é uma das únicas reservas de águas limpas na região de Sorocaba.

O cheiro forte de veneno chega à vicinal que margeia a represa, entre Votorantim e Piedade. De acordo com diagnóstico divulgado pela entidade ambientalista SOS Itupararanga, 42,2% dos 192 quilômetros de margens da represa estão ocupados por lavouras com alta dependência de agroquímicos. As informações são do Jornal da Tarde.

AE

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