Pesquisadores da Fiocruz estudam novo larvicida contra mosquito da dengue

RIO DE JANEIRO - Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) patentearam um novo remédio contra o mosquito da dengue. O larvicida é feito a partir de substâncias de uma planta nativa da Mata Atlântica e, ao ser colocado em reservatório de água, elimina todas as larvas do inseto, sem causar danos a outros seres vivos.

Agência Brasil |

O Laboratório de Diptera da Fundação Oswaldo Cruz, coordenado por Anthony Erico Guimarães, está pesquisando, desde 2003, larvicidas naturais contra a dengue. A nova substância foi aprovada em testes laboratoriais e patenteada em novembro do ano passado. Agora, os biólogos estão aprofundando os testes e verificando a viabilidade comercial do produto.

Segundo Anthony Erico Guimarães, o produto testado pelo laboratório nos últimos três anos apresentou bons resultados em avaliações laboratoriais e agora vai ser analisado em condições naturais.

Toda a eficácia do produto foi comprovada em condições de laboratório, onde nós conseguimos manter os reservatório das larvas sob controle de temperatura e iluminação. A próxima etapa será testar o produto nas casas das pessoas sob condições do meio ambiente. É difícil saber em quanto tempo vamos chegar à confirmação se o produto que se demonstrou eficaz no laboratório também será eficaz no ambiente, disse.

Segundo ele, enquanto não existir uma vacina contra a dengue, a única medida eficaz para combater a doença é eliminar os focos. Por isso, outros produtos naturais - como alho e complexo B - freqüentemente utilizados para espantar o Aedes aegypti, podem ser arriscados.

Guimarães explica que usar esses produtos pode acabar intoxicando os usuários. Qualquer substância eliminada pelo homem e que possa confundir a fêmea do mosquito é relativamente eficaz. O grande risco de se utilizar essas coisas, assim como o risco de se utilizar o repelente, é que para eliminar quantidade suficiente para que o odor possa espantar o mosquito, estes produtos devem ser consumidos em grande quantidade, o que pode causar intoxicações, avalia.

Anthony Enrico informou ainda que as velas de citronela e andiroba, assim como ar condicionado e ventiladores, apenas espantam o mosquito se o ambiente for mantido fechado.

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