Pesquisadores apelam a Obama por peças arqueológicas do Irã

Teerã, 4 fev (EFE).- Mais de 500 arqueólogos iranianos e estudiosos do Irã de todo o mundo apelaram ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que evite o confisco de cerca de 300 tabuletas encontradas em Persépolis, antiga capital dos aquemênidas, e contribua para que sejam devolvidas ao Irã.

EFE |

As tabuletas, que se encontram desde 1937 no Instituto de Ciências Orientais da Universidade de Chicago, nos EUA, foram reivindicadas como compensação por um grupo de pessoas afetadas por um atentado em Israel.

Em 2006, a juíza do distrito de Illinois, Blanche Manning, aceitou a reivindicação porque na opinião dela a Universidade de Chicago não podia proteger os direitos de propriedade do Irã sobre o citado objeto arqueológico.

O Governo de Teerã protestou pela sentença, e a corte aceitou, em dezembro de 2007, voltar a examinar o caso, sem que até o momento haja uma sentença final.

"As tabuletas pertencem ao patrimônio cultural do Irã e de toda a humanidade. Por isso, e conscientes da separação de poderes, pedimos que se evitem as consequências irreversíveis de uma decisão tão carente de sentido", dizem os pesquisadores e estudiosos em sua carta.

A carta, acessível através da site da Sociedade Europeia de Ciências Iranianas, também adverte que os Estados Unidos "não pode ser cúmplice da venda de um patrimônio da humanidade".

As tabuletas, que apresentam documentos administrativos do período elemita em escritura cuneiforme (em forma de cunha), foram encontradas em 1933 por um grupo de pesquisadores da Universidade de Chicago que escavavam nas ruínas da antiga cidade de Persépolis, no sudoeste do Irã.

Os arqueólogos acharam milhares de fragmentos dessas tabuletas, escritas há mais de 2.500 anos, das quais sobrou uma parte muito pequena e o resto foi devolvido ao Irã em 1951. EFE jm/jp

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