Pesquisa reforça competitividade de Dilma, diz analista

O resultado da pesquisa Datafolha sobre intenção de votos à eleição para a Presidência da República, divulgado hoje, confirma tendência de crescimento da pré-candidata pelo PT, Dilma Rousseff, verificada por outros institutos. A avaliação é do cientista político e pesquisador da PUC e FGV-SP, Marco Antônio Carvalho Teixeira.

Agência Estado |

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, cresceu cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto de dezembro para fevereiro, atingindo 28%. No mesmo período, a parcela de intenção de votos para o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recuou de 37% para 32%.

De acordo com Carvalho Teixeira, a pesquisa sugere uma consolidação de intenção de votos na pré-candidata Dilma, "que se mostra extremamente competitiva, mesmo sem trajetória política e menor imagem pública do que Serra". O cientista político acrescenta que o novo levantamento indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem conseguido transferir votos para a pré-candidata do PT, "colando sua imagem à dela", diz.

O pesquisador comenta, ainda, que a pesquisa deve ser motivo de preocupações para o PSDB. Isso porque a candidatura de Serra parece ter "empacado", ficando sem força para subir. "A queda da intenção de votos em Serra não pode ser considerada significativa. Está sólida, mas apenas na faixa de eleitores que sempre são oposição ao governo." Apesar de queda no desempenho, Carvalho Teixeira considera que Serra "dificilmente abrirá mão da candidatura a presidente, embora esteja deixando a decisão para o último minuto". "Serra está com a intenção de votos cristalizada em um bom nível, mas parece ter dificuldades para atrair eleitores indecisos", opina.

O levantamento Datafolha revela que, no primeiro turno, Serra obtém o maior índice de rejeição (25% ante 19% na pesquisa anterior, de dezembro). Em segundo lugar, Dilma, com 23%, em comparação com 21% em dezembro. "Esse é um dado importante para os formuladores da campanha de Serra, pois reforça a dificuldade de crescimento".

Outra constatação do pesquisador é que a candidatura de Ciro Gomes (PSB) cada vez mais perde importância no processo sucessório, principalmente para o governo. "Ele (Ciro Gomes) já não é mais tão decisivo para a realização de um segundo turno." Conforme a pesquisa Datafolha, em dezembro, sem o nome do PSB, havia possibilidade de Serra vencer no primeiro turno. O governador paulista tinha 40% ante 37% de Dilma e Marina somadas. Para vencer no primeiro turno, o candidato deve receber acima de 50% da soma de todos os votos dados aos adversários. "Ciro Gomes não embaralha mais tanto a disputa presidencial", diz.

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