Pesquisa indica que proteína do látex pode combater envelhecimento

Um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, interior paulista, e as equipes de desenvolvimento de duas empresas, a paulista Pele Nova Biotecnologia e a paranaense O Boticário, testaram com sucesso uma proteína extraída do látex da seringueira contra rugas, segundo informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (http://www.agencia.

Agência Estado |

fapesp.br/materia/10216/divulgacao-cientifica/marcas-esmaecidas.htm" target=_blank Fapesp ).

A proteína extraída da seiva bruta da Hevea brasiliensis foi testada preliminarmente em 60 mulheres com idade próxima a 50 anos e apontou uma redução de 80% das rugas na região da testa e dos olhos, após quase um mês de uso diário. Uma avaliação mais ampla, com quase 300 mulheres de Curitiba (PR), indicou resultados próximos. Agora, a equipe trabalha no desenvolvimento e produção de um gel antienvelhecimento, capaz de restabelecer a produção de colágeno e a elasticidade da pele, que pode chegar ao mercado ainda este ano.

O látex da seringueira, do qual é feita a borracha natural, é estudado na USP de Ribeirão Preto desde 1994. Apoiados pelo químico Antonio Cesar Zborowski, de uma indústria de borracha natural da região de São José do Rio Preto, dois médicos da universidade, Joaquim Coutinho Netto e Fátima Mrue, criaram próteses de esôfago com borracha natural e as implantaram em cães. Com a pesquisa, eles concluíram que esse material deveria conter substâncias que estimulavam o crescimento de vasos sanguíneos e de tecidos, pois os animais expeliam as próteses e o esôfago havia se reconstituído depois de quase um mês.

AE

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