Da população adulta do Brasil, 43,4% estão com excesso de peso. Além disso, 16,4% dos brasileiros fumam e, em média, 20 mil motoristas dirigem alcoolizados pelas ruas das capitais todos os dias.

Os números foram obtidos por meio do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde. Mais de 54 mil pessoas, distribuídas em todas as capitais do País e Distrito Federal, foram entrevistadas por telefone.

A coordenadora do Vigitel, Deborah Carvalho Malta, lembra que as doenças crônicas, causadas ou prevenidas pelos hábitos que são objeto da pesquisa, respondem por 62% das mortes no Brasil. “Antes do Vigitel, havia poucos números atualizados e confiáveis sobre sua incidência na população.”

A pesquisa mostra, por exemplo, que a capital com maior proporção de adeptos do cigarro é Porto Alegre (21,7%). Salvador conta com o menor número de fumantes (11,5%). Deborah também ressalta outro dado da pesquisa: as mulheres cuidam melhor da própria saúde, exceto em um quesito: atividade física no lazer. Dos homens, 19,3% têm esse hábito. Entre as mulheres, 12,3%.

O Vigitel foi desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). O coordenador do núcleo, Carlos Augusto Monteiro, explica que a metodologia foi inspirada no Sistema de Monitoramento de Fatores Comportamentais de Risco (BRFSS, em inglês) dos Estados Unidos, em uso há 22 anos. “Realizamos as adaptações para a situação brasileira”, diz. O Vigitel entrou em funcionamento em 2006. Desde então, produziu dois relatórios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE

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