Pesquisa indica a internet como meio de diálogo nas eleições

A Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública do Senado Federal divulgou nesta quinta-feira levantamento que aponta a expectativa da população para o uso da internet durante o período eleitoral. Embora 67% dos entrevistados informem que usam a TV como meio para se informar sobre a política, para 46%, a principal vantagem da internet é permitir o diálogo entre eleitores.

Sarah Barros, repórter em Brasília |


Para 28%, a vantagem central é a facilidade de diálogo entre eleitores e candidatos. Já para 26%, a web é o principal veículo de informações sobre as propostas dos candidatos.

A pesquisa foi feita com 1.088 pessoas das capitais brasileiras, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro é de 3%. Os contatos foram feitos entre os dias 8 e 31 de setembro, período que coincide com a discussão sobre a liberação do uso da web em campanhas eleitorais, dentro da reforma eleitoral .

De acordo com a pesquisa, 59% dos entrevistados acreditam que a internet terá importância elevada nas eleições de 2010. Para 32%, a importância será média. Apenas 9% indicaram que a importância será baixa.

A maioria dos entrevistados informou que usa a internet diariamente. Este público representa 58% do total. Em segundo lugar, encontram-se os entrevistados que nunca acessam a internet: 17%. Outros 14% afirmaram acessar uma vez por semana, e 11% usam a internet pelo menos uma vez por mês.

Internet livre

A reforma eleitoral ampliou as possibilidades de uso da web durante as eleições. As regras já valem para o ano que vem, uma vez que o texto foi publicado na última quarta-feira no Diário Oficial da União (D.O.U.). 

A principal alteração é a previsão de livre manifestação do pensamento em sites de empresas de comunicação. Com isso, portais na internet poderão expressar opiniões em favor ou contra candidatos por meio de editoriais ou blogs hospedados, por exemplo. A lei prevê, porém, que o autor se identifique e seja garantido o direito de resposta.

Outra regra determina que os provedores de internet sejam punidos caso não retirem do ar propaganda gratuita irregular, após notificação judicial. Não haverá punição, entretanto, para casos em que existam propagandas irregulares em páginas hospedadas por provedores sem conhecimento prévio. A propaganda paga na internet também foi proibida.

Os debates também foram liberados na internet. O Congresso Nacional pretendia obrigar os sites a convidar todos os candidatos aos cargos em debate. Porém, a exigência foi retirada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Por fim, foi mantida a liberação para que sites, blogs e outros instrumentos oficiais usados por candidatos na internet fiquem no ar mesmo no dia da eleição. Outros sites que contenham propaganda devem retirá-la 48 horas antes da disputa.

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