BRASÍLIA - Os líderes de partidos aliados do governo Lula comemoraram os resultados da http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/28/avaliacao_do_governo_lula_tem_o_maior_indice_desde_2003_1289279.html target=_toppesquisa CNT/Sensus e classificaram os índices como uma tendência favorável nas eleições municipais de outubro. Os governistas da Câmara dos Deputados e do Senado, no entanto, descartaram a hipótese do terceiro mandato de Lula, mesmo com os 50,4% dos entrevistados que se disseram a favor.

  • O líder do governo na Câmara, deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), declarou que a pesquisa é um motivo de alegria mas não quis estimular o debate sobre possíveis mudanças na Constituição que possibilitem uma nova candidatura do presidente Lula.

    Isso não é pauta do governo, não vamos alterar a CF como nossos adversários que tanto nos criticam fizeram, disse Fontana, referindo-se à emenda constitucional promulgada em 1997 e que permitiu, em pleno mandato do então presidente Fernando Henrique Cardoso, a reeleição do tucano.

    O líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), seguiu o mesmo raciocínio. Para ele, a aprovação popular a um terceiro mandato deve servir como termômetro da aprovação do governo, mas ressaltou que, para as lideranças da base aliada, a mudança na Constituição com esse objetivo está fora de cogitação.

    Municípios

    Um dos aspectos mais comemorados pelos governistas foi a interpretação da pesquisa que aponta provável tendência de bom desempenho dos partidos da base nas eleições para prefeito e vereador, em outubro. De acordo com o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), a própria oposição está ajudando nessa tendência ao radicalizar e nacionalizar a disputa com o governo.

    Se o governo está bem avaliado e a oposição radicaliza, a base aliada pode se beneficiar no julgamento popular, analisou Alves. Ele destacou o desempenho da economia e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como um dos trunfos dos partidos da base nas próximas eleições.

    O mesmo foi dito por Henrique Fontana. Os resultados do País vão se repetir já na eleição municipal, afirmou.

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