Pesquisa faz balanço de 20 anos do tratamento da aids no País

Há duas décadas, brasileiros portadores do vírus HIV, o vírus da aids, começavam a tomar contato com a primeira esperança de cura para a doença - um coquetel de remédios que garantiria a sobrevida de muitos pacientes. De lá para cá, pesquisas anuais sobre o quadro da doença no País são divulgados pelo Ministério da Saúde mas, pela primeira vez no País, um documento traz, além de dados, artigos científicos e um balanço desses 20 anos de convívio da sociedade com a doença.

Agência Estado |

O "Dossiê HIV Brasil", criado por alunos do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estará disponível a partir de agosto no site da universidade (www.unicamp.br) e no site da Agência Aids (www.agenciaaids.com.br). O trabalho traz entrevistas com pesquisadores da doença, depoimentos de portadores do vírus HIV e um retrato de como a doença vem sendo abordada pela grande imprensa nesse período.

"Descobrimos que a aids é, de forma geral, tratada como uma doença sob controle pela grande mídia, mas os números mostram que, em determinadas camadas da sociedade, como os idosos, o número de infectados aumentou, o que mostra que a prevenção da doença deve ser assunto de educação continuada", explica um dos autores do dossiê, o jornalista Cassius Guimarães.

"Assim como há 20 anos, a informação é a principal ferramenta para a prevenção", defende a biomédica Ana Paula Morales, também autora do trabalho, ao lado da também biomédica Camila Macedo.

O dossiê completo será divulgado em agosto, mas já está disponível na internet um blog para troca de informações sobre a aids, o www.hivbrasil.blogspot.com. O espaço traz reportagens, vídeos com depoimentos de quem convive com a doença e um espaço para troca de informações dos internautas.
Grupos de Risco

De acordo com estudos do Ministério da Saúde, a população gay e de homens que fazem sexo com homens (HSH) tem 11 vezes mais chances de contrair o vírus HIV do que a média dos homens heterossexuais. Enquanto, entre a chamada "população em geral" de 15 a 49 anos, a taxa de incidência é de 19,5 casos a cada 100 mil habitantes, a população gay e HSH contabilizaria 226,5 por 100 mil.

Cecília Nascimento

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