Pesquisa Datafolha não desanima presidente da Fiesp

SÃO PAULO - O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pré-candidato do PSB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, não demonstrou preocupação com o resultado da pesquisa Datafolha, divulgada hoje, que o aponta com apenas 2% das intenções de voto. Segundo Skaf, o levantamento é um diagnóstico, e não um prognóstico, e reflete a identificação do eleitor com candidatos que já disputaram outros pleitos.

Valor Online |

"A pesquisa é um espelho do presente que representa o passado. Por isso é mais do que normal que uma novidade como eu começasse em baixa", afirmou Skaf antes de participar do anúncio, por parte do governo paulista, da redução de 12% para 7% do ICMS para a indústria têxtil nas vendas ao comércio, um pleito antigo da Fiesp.

No levantamento do Datafolha, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) aparece disparado na frente, com 52% das intenções de voto, seguido pelo senador Aloizio Mercadante (PT), com 13% e o deputado Celso Russomano, que tem 10%. Antes de Skaf, ainda está Fábio Feldmann, que está com 3%.

O presidente da Fiesp ainda admitiu que busca entendimentos com políticos de outros partidos para ampliar as alianças em torno de sua candidatura. Em relação ao PT, que pretende lançar Mercadante para a corrida ao Palácio dos Bandeirantes, Skaf disse que, até o momento, os sinais indicam que petistas e socialistas devem caminhar separados na sucessão estadual. A relação entre os dois partidos ficou estremecida depois que o deputado Ciro Gomes (CE), pré-candidato do PSB à Presidência, classificou o PT paulista de "desastre".

Até então, Ciro tinha a prioridade entre a maioria dos petistas para concorrer ao governo paulista. "As coisas podem mudar, mas por enquanto, Ciro (Gomes) e eu somos pré-candidatos", frisou Skaf, descartando a possibilidade de o PSB já ter abandonado a candidatura do correligionário ao Palácio dos Bandeirantes. Enquanto aguardava a chegada de Serra para o anúncio da redução do ICMS na indústria têxtil, Skaf se ocupou em cumprimentar os trabalhadores do sindicato do setor, o Sinditêxtil-SP.

(Fernando Taquari | Valor)

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