Pesquisa da Unifesp aponta novo tipo de fissura em usuários de crack

A farmacêutica Tharcila Viana Chaves apresentou dissertação de mestrado no Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) na qual aponta que, além da fissura induzida por fatores ambientais e emocionais, os usuários de crack desenvolvem outro tipo de fissura: a causada pelo próprio efeito da droga. Assim que o usuário de crack dá a primeira tragada, desenvolve uma compulsão imediata pelo consumo, levando-o ao uso ininterrupto, até que o estoque da droga acabe ou ele chegue à exaustão, explica a autora do estudo.

Agência Estado |

Para ela, esse tipo de fissura apareceu como fator mantenedor dos episódios de consumo chamados de binge. Nesse estágio, o uso é "prolongado, intenso e contínuo" e há um rebaixamento de valores do usuário, no qual ele se sujeita a práticas não convencionais para a obtenção da droga, como, por exemplo, roubar, prostituir-se, demonstrar agressividade provenientes do medo ou do receio de que alguém ameace o consumo de crack dele.

De acordo com a pesquisadora, o efeito do crack é rápido, algo em torno de 10 segundos, e acaba em cinco minutos, dos quais apenas um é relatado como prazeroso. O resto do tempo é somente fissura. As informações são da Assessoria de Imprensa da Unifesp.

AE

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