Pesquisa com gestante mostra que pausa diária traz benefício para bebê

Uma pesquisa conduzida pela Natura com 80 gestantes mostrou que um simples ritual de alguns minutos pode colaborar bastante com a qualidade de vida da futura mamãe.

Agência Estado |

Uma equipe multidisciplinar da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e profissionais liberais convidaram as gestantes a fazer uma automassagem com óleo, seguindo movimentos circulares na barriga, ao som de trilha sonora relaxante. Depois, desfrutaram de um banho.

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Gestante
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As mulheres grávidas escreveram um diário sobre as sensações e relataram uma série de benefícios. Entre os principais, estão o fortalecimento do vínculo com o bebê, a melhora na qualidade do sono, o resgate da feminilidade e o aumento da autoestima. A pesquisa originou o lançamento do "Guia Momento da Descoberta", que vem com o CD e o óleo para a mulher realizar a automassagem.

A gerente da área de tecnologia de bem-estar da Natura, Cláudia Pellegrino, coordenou o estudo. "Queríamos estimular todos os sentidos, então desenhamos os movimentos da automassagem, mas também desenvolvemos o CD com trilha sonora relaxante", explica Cláudia. As gestantes não sabiam que tipo de substância estavam usando. "A intenção era ver de que forma as mulheres relatavam as sensações inusitadas."

As grávidas passaram por rituais diferentes: apenas o banho, a automassagem antes do banho e, finalmente, as duas etapas ao som do CD. Segundo os relatos, quando faziam as três atividades o nível de bem-estar era maior. "Com a massagem, houve uma sensação de maior satisfação com a vida e de maior vínculo com o bebê." Um porcentual de 75% das gestantes relataram uma alta intensidade de relaxamento e 91% tiveram um sono de melhor qualidade, acordando menos durante à noite. Também contaram que os bebês passaram a se movimentar mais dentro da barriga depois que começaram a praticar o ritual. "A mulher tensa deixa a barriga mais rígida, a musculatura fica contraída. Quando consegue relaxar, o bebê encontra espaço para se mexer mais", fala Cláudia.

Entre os acadêmicos que participaram do estudo, está o obstetra Hugo Sabatino, professor da Unicamp. "Na medicina, não existem trabalhos científicos que informem sobre os benefícios de um ritual, por isso esse estudo é importante. Abre caminho para investigar outros processos que deveriam ser levados em conta pela medicina", justifica. "Atualmente, as mulheres estão tão ocupadas que acabam deixando essas coisas de lado. Quando encontram tempo para isso, sentem-se melhor."

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