A neutralização de uma proteína humana poderá abrir caminho para o combate mais eficaz ao HIV, causador da aids. Sem ela, o vírus perde os meios para se multiplicar e dar continuidade à infecção do organismo, segundo pesquisa divulgada ontem no website da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os cientistas, liderados por Pamela Schwartzberg, do Instituto Nacional de Investigação sobre o Genoma Humano, dos Estados Unidos, conseguiram, em testes laboratoriais em culturas de células, bloquear uma infecção desativando a proteína ITK.

Segundo Pamela, a proteína é essencial na ativação de funções dos leucócitos T necessárias para a replicação do HIV, "incluindo a expressão dos genes do vírus e sua penetração na célula". Com isso, a equipe demonstrou, na prática, que a neutralização da ITK (interleucina 2, quinase induzida de célula T), reduz drasticamente a capacidade do HIV de se reproduzir no organismo. "A ITK é uma proteína importante para ativar os leucócitos T, uma célula fundamental para o sistema imunológico normal, e um dos alvos principais da infecção por HIV", explica um dos autores do artigo que descreve a nova técnica, Andrew Henderson, da Universidade Estadual da Pensilvânia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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