Permanência do Exército em morro do Rio divide governo

RIO DE JANEIRO - Apesar da resistência do ministro da Justiça, Tarso Genro, que aconselhou o governo a aproveitar a decisão judicial para retirar de forma honrosa o Exército do Morro da Providência, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, convenceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva da necessidade de recorrer da sentença para manter as tropas federais prestando segurança às obras no Rio.

Agência Estado |

A decisão foi tomada ontem de manhã, após conversa de Jobim com o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), José Antônio Dias Toffoli.

Lula tinha dúvidas do que deveria ser feito em relação às tropas, mas foi persuadido por Jobim e Toffoli. O presidente foi sensível à ponderação de que uma solução envolvendo a retirada das tropas precisava ser muito bem planejada.

Para Jobim e Tofolli, a decisão da Justiça pela retirada do Exército do morro partiu de uma premissa equivocada. Motivo: a juíza entendeu que o Exército estava atuando como força de segurança, o que não seria verdade. Para os ministros, o Exército executa ação subsidiária, para a realização de obras sociais. Eles entendem que, se o Exército tiver de sair da Providência, será por decisão do próprio governo, e não do Judiciário, porque sua atuação na favela é legal.

Após cerimônia no Planalto, Genro defendeu a posição de que o Exército não deve estar no morro carioca. A Força Nacional de Segurança Pública está no Rio e à disposição do governo do Estado. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

    Leia tudo sobre: exercito

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG