Perícia descarta hipótese de 3º suspeito no caso Isabella

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) concluíram que ninguém além de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá e das crianças - Isabella, Cauã e Pietro - esteve no apartamento do casal na noite da morte de Isabella. A menina teria sido jogada no dia 29 pela janela do 6º andar do Edifício Residencial London, na zona norte de São Paulo.

Agência Estado |

O casal prestará novo depoimento hoje, dia em que Isabella completaria 6 anos.

A conclusão toma por base um princípio usado pela perícia criminal de que todo contato deixa uma marca. Como nenhum vestígio foi achado no apartamento, além dos pertencentes às cinco pessoas da família, os peritos têm certeza de que ninguém entrou. A suspeita existia desde o dia do crime. Naquela noite, o imóvel foi vasculhado pelos peritos em busca de impressões digitais. A análise mostrou que predominavam as digitais de Alexandre, Anna Carolina e das três crianças.

Os peritos também verificaram que as pegadas e manchas de sangue achadas no prédio pertenciam a pessoas da família - o sangue era de Isabella e a pegada era de Alexandre. Não foi encontrado nenhum sinal de arrombamento no apartamento e o tempo que um suposto criminoso teria para cometer o crime seria tão exíguo que tornaria quase impossível que alguém conseguisse entrar e sair do imóvel, agredir e esganar a menina até deixá-la inconsciente, romper a tela de proteção de um dos quartos e jogá-la pela janela sem deixar rastros. Também não há indício ou prova de que o condomínio sofreu invasão na noite do crime.

Há duas semanas, a polícia já sabia da inexistência de prova material ou testemunhal que apontasse para um outro adulto. É por isso que a delegada Renata Helena da Silva Pontes escreveu em seu relatório, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo na terça-feira, que “não há nenhum indício de que uma terceira pessoa possa ter estado na cena do crime”. Essa convicção só foi corroborada pelas análises do IC. A perícia achou ainda indícios de que o criminoso usou uma fralda e uma toalha para enxugar o sangue de Isabella e concluiu que a menina morreu ao cair da janela, além de achar nas roupas de Alexandre partículas de náilon da tela da janela. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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