Um cálculo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que as receitas do petróleo representam, em média, 15,8% da arrecadação dos municípios fluminenses.


No Governo do Estado, o índice sobe para 16,4%, em percentuais que correspondem às receitas de 2008. Segundo a Firjan, caso passe a emenda que modifica as regras de distribuição dos royalties do petróleo, aprovado esta semana na Câmara, a falência será inevitável em São João da Barra, Rio das Ostras e Quissamã, cujos percentuais de dependência beiram os 70% do total.

A Firjan foi uma das entidades que participaram do encontro promovido neste sábado pelo governador Sérgio Cabral. Além dos empresários, participaram prefeitos, sindicalistas e parlamentares.  Será um desastre, afirmou o presidente da entidade, Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, ecoando o tom geral das queixas ouvidas neste sábado no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense.  

Os R$ 7 bilhões previstos de perdas para o Estado do Rio significam, segundo a Firjan, uma redução de 93% dos recursos repassados pela Petrobras pela exploração do petróleo em águas fluminenses. O cálculo considera, na média, os recursos destinados aos governos estadual e municipais. 

Copa do Mundo e Olimpíadas

Também presente ao encontro deste sábado, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, disse que, com o prejuízo, o Rio vai fechar. O Brasil quer isso?, questionou. Nuzman não quis precisar, no entanto, em que medida a redistribuição dos royalties do petróleo afetará as obras para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio. Mas é uma questão matemática, são R$ 7 bilhões que precisarão ser cobertos, afirmou.  

Nuzman reconheceu, porém, que as duas competições não sofrem riscos. Segundo ele, o governo federal garantirá o dinheiro para a realização dos eventos. Mas disse estar preocupado com as perdas dos recursos do Rio para outros fins. Esse é um dinheiro fundamental para um Estado que se prepara para receber eventos importantes e começava a se reerguer depois de muitos anos de ostracismo, completou Nuzman.

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