Perda de potência impediu que voo da FAB prosseguisse, diz comandante

MANAUS - O primeiro tenente Carlos Wagner Ottone Veiga declarou nesta segunda-feira em Manaus que uma perda de potência no motor do C-98 Caravan impediu o prosseguimento do voo que ia de Cruzeiro do Sul, no Acre, a Tabatinga, no Amazonas. Houve ainda aumento de temperatura do motor da aeronave, que fez um pouso forçado na última quinta-feira (29/10). Das 11 pessoas que estavam na aeronave, nove sobreviveram.

Agência Brasil |


Segundo ele, o avião estava a cerca de 3 mil metros de altura. Várias coisas podem ter acontecido e ainda não é possível especificar porque houve a perda de potência, disse. Do momento em que se percebeu o problema até o pouso forçado, ele estima que tenham passado cinco minutos.

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Foto do momento em que militares avistam sobreviventes

Foto do momento em que militares avistaram sobreviventes, na última sexta-feira

Ainda segundo primeiro tenente, um cheiro de fumaça foi sentido minutos antes do pouso sobre a água. Ele estima que a aeronave estivesse a 160-170 quilômetros por hora no momento de pouso e afirma que o motor foi desligado segundos antes de pousar.

Além do tenente Veiga, dois tripulantes sobreviveram ao acidente: o tenente José Ananias da Silva Pereira e o primeiro sargento Edmar Simões Lourenço. Essa foi a primeira vez que os três militares se apresentaram à imprensa para conceder entrevista.

Durante coletiva, eles confirmaram que o suboficial Marcelo dos Santos Dias, que não sobreviveu, chegou a sair da aeronave, mas não souberam dizer o porque de ele não ter conseguido chegar à margem do igarapé.

Dos 11 passageiros, dez conseguiram sair e conseguimos contar esses dez ainda nadando, antes de chegar à margem do igarapé. A correnteza era muito forte, mas todos se ajudaram.

Veiga contou também que, para passar a noite na mata, o grupo acendeu duas fogueiras para afastar os mosquitos e evitar a aproximação de animais da selva já que a área não é habitada.

Não houve momento de pânico generalizado. Fizemos uma oração e ficamos tristes pelas vidas perdidas, mas no amanhecer do dia seguinte já começamos a ouvir o barulho das aeronaves [que faziam as buscas].

O comandante do 7º Comando Aéreo Regional, major-brigadeiro do ar, Jorge Cruz Souza e Mello, confirmou que a retirada da aeronave do local do acidente ainda levará alguns dias para ser feita.

Nesta segunda-feira, um equipamento para puxar a aeronave do rio foi levado ao local. Amanhã uma equipe de desmontagem sairá de Manaus para o local. Por enquanto, o plano é, a partir de quarta-feira, começar a desmontar o avião para facilitar o deslocamento, disse Mello.

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