Pequim transforma paisagem com uma grande renovação urbana

Os milhares de turistas em Pequim encontram uma cidade totalmente modernizada. Os Jogos Olímpicos foram um dos principais motores desta enorme metamorfose, já que, de maneira direta ou indireta, o grande acontecimento esportivo motivou mais de 10.000 obras de infra-estrutura.

AFP |

"Os Jogos Olímpicos são um acontecimento mundial e se recorreu ao melhor da arquitetura mundial para esta ocasião", disse Rory McGowan, diretor do escritório Internacional da empresa de engenharia e projetos Arup em Pequim.

Arup atuou em vários grandes projetos, como a nova torre da emissora CCTV, o Estádio Nacional, o Ninho do Pássaro, ponto central dos Jogos, desenhado pela Herzog & De Meuron.

"Pequim está levando a arquitetura para uma nova direção", estimou Ole Scheeren, sócio alemão do arquiteto Rem Koolhaas e de sua companhia OMA (Office of Metropolitan Architecture).

Além do simbólico novo Estádio Nacional, outras instalações esportivas têm causado impacto e passaram a ser estudados por arquitetos de todos os continentes.

Uma delas é o Centro Nacional Aquático, concebido pelos australianos da PTW e que tem apoio da Arup. Entre suas principais atrações está a imagem de pequena borbulhas em movimento em uma estrutura que se assemelha a um cubo ou caixa.

Outras obras não necessariamente esportivas se somam a esta nova Pequim arquitetônica, como o Centro Nacional de Artes Cênicas, situado à leste da Praça Tiananmen e que foi desenhado pelo francês Paul Andreu, com uma forma oval.

Como parte da revolução nos transportes se destaca o novo e grande terminal do aeroporto pequinês, um projeto do arquiteto britânico Norman Foster.

"Nenhuma cidade do mundo teve recentemente tantas obras projetadas por pessoas de prestigio mundial", declarou Scheeren em uma entrevista recente.

Graças a este novo 'skyline' e a imponente imagem de edifícios com ar futurista, Pequim começou a ser incluída nas listas de cidades de primeira linha para o turismo de arquitetura.

Scheeren destaca que as autoridades chinesas mostraram preocupações com a cultura e a nova arquitetura, não por questões meramente comerciais ou de desenvolvimento especulativo.

Apesar disso, também há vozes no país e fora dele que criticaram a decisão de levar adiante estes projetos de arquitetura moderna, tanto pelo custo quanto pelos problemas de manutenção dos velhos edifícios e monumentos.

"Sempre é assim. Pense na Torre Eiffel quando foi construída em Paris. Provocou uma grande controvérsia. Esses edifícios estão em solo chinês e são parte da China, a população aprenderá a amá-los com o tempo", opinou o deputado Tan Xuxiang, da Comissão de Planejamento de Pequim.

cw/dr/psr/sd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG