Pequim 2008: China quer cerimônia de abertura para ficar na história

Tudo nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 é grandioso, e a cerimônia de inauguração, desta sexta-feira, não fugirá à regra, com um espetáculo de pelo menos três horas, marcado pela abertura desse gigante comunista ao mundo, pela promoção da cultura chinesa tradicional e por sua entrada na modernidade.

AFP |

Quanto maior a festa, maiores os riscos. Por isso, depois de lutarem pela organização dos Jogos, as autoridades chinesas estão fazendo o que podem para garantir uma noite sem um deslize que seja.

Cerca de 15.000 pessoas participarão do show no Estádio Nacional, o Ninho de Pássaro, e 29.000 fogos de artifício devem iluminar a festa, que começará às 20h08 (9h08 de Brasília). Vários chefes de Estado e de Governo, entre eles o presidente Lula e os presidente Nicolas Sarkozy, da França, e George W. Bush, dos Estados Unidos, são esperados na tribuna oficial.

Há tempos, essas cerimônias são uma maneira de valorizar a cultura do país anfitrião. A China, um país historicamente reticente quanto aos olhares indiscretos do estrangeiro, parece pronta, agora, para se tornar o centro das atenções de um público de milhões de telespectadores.

O diretor de cinema Zhang Yimou, conhecido por sua indicação ao Oscar por "O clã das adagas voadoras", supervisionou a cerimônia, que, segundo ele, vai entrar para "a longa e antiga história da nação chinesa".

"A apresentação refletirá os aspectos culturais da sociedade chinesa e mostrará o que são a China moderna e seu povo", anunciou.

Seus assistentes já tinham dado algumas pistas, como, por exemplo, uma evocação da ópera chinesa e uma homenagem às vítimas do terremoto de maio, em Sichuan.

Concebido há três anos como um verdadeiro segredo de Estado, ou quase isso, a cerimônia teve um pouco de seu mistério revelado, porém, depois que a emissora de TV sul-coreana SBS conseguiu gravar alguns trechos dos ensaios, no final de julho, divulgando-as pela Internet.

A única informação ainda totalmente sigilosa é a identidade do último carregador da tocha. A estrela do basquete chinês Yao Ming, que seria um dos nomes na lista de apostas, já levou a chama olímpica na Praça da Paz Celestial, na quarta-feira. Manda a tradição que ninguém deve fazer isso mais de uma vez.

Até o momento, os organizadores revelaram apenas que essa honra caberá a uma personalidade escolhida por sua "conquista esportiva" e por sua "influência social".

jdg/tt/sd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG