Pensionistas do Exército são vítimas de golpe

Centenas de pensionistas do Exército caíram num golpe aplicado a partir de um escritório na Rua Marquês de Itu, na Vila Buarque, região central de São Paulo. Os estelionatários ofereciam a intermediação de empréstimos consignados às vítimas, mas entregavam apenas parte do dinheiro obtido nas negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Agência Estado |

O Departamento de Investigações sobre Crime Organizado de São Paulo (Deic) tenta, agora, prender os três gaúchos apontados como responsáveis pelo esquema e descobrir o prejuízo total causado por eles.

Os policiais desmontaram o escritório dos estelionatários anteontem, após dois meses de investigação. O local funcionava com o nome de "Central de Bancos". Os agentes encontraram ali dez funcionários, contratados para ligar para as vítimas. Em depoimento, eles negaram participação na fraude e acabaram sendo liberados, segundo o delegado Paulo Henrique Navarro, do Deic.

Os "operadores" selecionavam as vítimas com base numa lista com nomes e outros dados de pensionistas do Exército. "Eles ligavam para uma pessoa, por exemplo, e falavam: A senhora fez um empréstimo com a União nos últimos tempos? Se a pessoa respondesse que não, eles revelavam o limite do empréstimo e diziam que as prestações eram pequenas", explicou Navarro.

O limite informado correspondia, entretanto, a parte do limite real. Ou seja, se a linha de empréstimo determinada pelo banco era de R$ 10 mil, os golpistas afirmavam ao pensionista que era de R$ 5 mil. Ao concordar com a negociação, a vítima enviava os documentos dela ao falso escritório. Eles eram apresentados normalmente aos bancos, porém solicitando o valor que representava o verdadeiro limite de empréstimo. Os bancos creditavam, então, a quantia na conta do pensionista.

"Depois que o dinheiro caía, eles ligavam para o pensionista e diziam que o banco havia depositado dinheiro a mais na conta dela", afirmou Navarro. A pessoa era orientada a devolver a diferença para uma conta bancária indicada pelos golpistas.

Um mês depois, quando o banco cobrava a parcela referente ao real empréstimo concedido, o pensionista reclamava e o estelionatário devolvia a diferença. No segundo mês, o ritual repetia-se. No terceiro, o golpista já havia mudado o escritório para outro endereço. O delegado acredita que esse esquema tenha funcionado por um ano. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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