Peixes usam consenso para escolher seus líderes, diz pesquisa

Redação central, 13 nov (EFE) - Os peixes escolhem seus líderes por consenso, e quanto maior e gordo for o candidato, mais possibilidades têm de ser o vencedor. Pelo menos é isso que acontece com o peixe espinhoso Esgana-gata (Gasterosteus aculeatus), segundo um estudo publicado hoje na revista Current Biology. O consenso é obtido seguindo uma simples norma, explica David Sumpter, pesquisador da Universidade de Uppsala, Suécia, e co-autor do estudo, que consiste em que alguns peixes elegem primeiro os indivíduos que consideram que serão os melhores líderes e o resto acompanha depois o grupo maior de seguidores. Os primeiros, para escolher, se fixam em algumas características do aspirante a líder, entre elas o peso, o tamanho, a tonalidade ou a presença de manchas na pele. Estas características, dizem os autores, refletem coisas sobre as aptidões e o estado de saúde dos candidatos. Por exemplo, uma barriga grande poderia indicar que o aspirante não tem problemas para conseguir comida, enquanto uma escama com manchas poderia ser sinal de infecção.

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A experiência, dirigida por Ashley Ward, da Universidade de Sydney, consistiu em ver o que faziam um, dois, quatro ou oito peixes quando tinham que escolher entre dois peixes iguais, mas com alguma característica que tornasse um deles mais atraente, segundo os critérios de "beleza" para peixes.

Assim, os pesquisadores descobriram que quantos mais peixes decidem, mais probabilidade há de que a eleição seja a correta.

Na maioria dos testes realizados, todos ou quase todos os indivíduos seguiam o líder mais atrativo, mas também houve casos em que todos ou quase todos erraram, explicam os autores.

Alguns pensarão que o Esgana-gata tem um critério muito pobre, mas este fenômeno também ocorre entre os humanos.

Um bom exemplo é o que ocorre na bolsa de valores, afirma Sumpter, na qual muitos corretores são incapazes de fazer sua própria avaliação e, em pânico, vendem seus papéis porque os outros também estão vendendo. EFE amc/db

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