Pedreiro nega arrombamento em obra vizinha ao Edifício London

SÃO PAULO - O pedreiro, Gabriel Santos Neto, de 46 anos, que trabalha na obra ao lado do Edifício London, onde moravam Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, disse que ninguém arrombou a obra e que ficou sabendo da morte de Isabella Nardoni apenas no dia seguinte do crime. Neto foi a primeira testemunha a ser ouvida nesta quarta-feira pelo juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo.

Luciana Fracchetta, do Último Segundo |


Em seu depoimento, que durou cerca de uma hora e quinze minutos, o pedreiro voltou a afirmar o que já tinha dito aos policiais de que não houve arrombamento na obra vizinha ao Edifício London.

Neto também disse que nunca concedeu entrevistas aos jornalistas e disse inclusive que não deu entrevista ao jornal "Folha de São Paulo". Somente os advogados de defesa do casal fizeram perguntas ao pedreiro.

A segunda pessoa a prestar depoimento nesta quarta, foi Cristiane de Brito, moradora vizinha da obra. Ela apenas afirmou que no dia do crime, por volta da meia-noite, ouviu uma pancada e deduziu que o barulho poderia ser da da obra.

Na seqüência foi ouvido pelo juiz o morador do Edifício London, Jéferson Friche, que disse ter conversado com o irmão de Isabella, Pietro, na noite do assassinato. Friche afirmou que estava em seu apartamento quando ouviu um barulho e desceu para ver o que estava acontecendo e encontrou Pietro chorando e muito assustado.

O morador afirmou que perguntou ao menino se ele tinha presenciado a queda da irmã. Segundo ele, Pietro apenas respondeu: "Ela queria ver a Lua, ela queria ver a casa". Friche também teria perguntado se ele viu algum ladrão em seu apartamento, e o menino apenas afirmou que "não".

Para o promotor Francisco Cembranelli, que acompanha as investigações do casom afirmação de Pietro é um "dado importante que será analisado dentro de um amplo contexto".  Segundo Cembranelli, as testemunhas de defesa do casal Alexandre e Anna Carolina, ouvidas nesta quarta, não mudam as acusações da Justiça. Cembranelli disse ainda que acredita que o casal irá a júri popular.

Habeas-corpus

O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá ainda não teve o pedido de habeas-corpus julgado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, devido o atraso na entrega das correspondências provocado pela greve dos Correios. No último dia 17, Mendes solicitou a 2ª Vara do Tribunal do Júri da capital de São Paulo mais informações sobre o caso. Porém, até esta terça-feira a Justiça de São Paulo não havia recebido o pedido do ministro.

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