BRASÍLIA - O senador Mário Couto (PSDB-PA) conseguiu 28 assinaturas, uma a mais que o mínimo necessário, para instalar a CPI do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A Comissão seria instaurada no final de março, mas em uma manobra da base governista, comandada pelo Partido da República (PR), senadores foram convencidos a retirar seus nomes da petição, adiando a Comissão. Com os novos apoios, Couto disse que vai protocolar o requerimento de criação da CPI na próxima semana.

Tenho 28 assinaturas, mas acho que vamos conseguir chegar a 33 antes de protocolar. Quem assinou dessa vez garantiu que não vai retirar o nome de última hora, disse Couto, autor do requerimento.

Na justificativa do pedido de instalação, Couto alega que o DNIT tem sido uma constante nos relatórios realizados pelo Tribunal de Contas da União pela presença de irregularidades nos convênios, contratos e instrumentos congêneres.

Couto tenta instalar a CPI do DNIT desde que Antônio Pagot (PR) foi nomeado diretor-geral do órgão. Ele é considerado o braço direito do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), adversário do PSDB no Estado.

Na primeira tentativa, os senadores Romeu Tuma (PTB-SP), João Tenório (PSDB-AL), Valter Pereira (PMDB-MS) e Eliseu Resende (DEM-MG) foram os quatro que retiraram seus nomes do pedido de criação da CPI, deixando-a com menos de 27 assinaturas e inviabilizando sua criação.

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