Relator vota pela cassação de Paulinho da Força" / Relator vota pela cassação de Paulinho da Força" /

Pedido de vistas adia julgamento de Paulinho da Força

BRASÍLIA - A deputada Solange Amaral (DEM-RJ) pediu vistas do processo de cassação do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) que tramita no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o que adia seu julgamento. Ela foi a última inscrita a falar, depois de ouvir deputados defenderem e acusarem o colega por participar de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Assim, ficou definido o prazo de duas sessões para a retomada da votação. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/26/relator_vota_pela_cassacao_de_paulinho_da_forca_2612806.html target=_topRelator vota pela cassação de Paulinho da Força

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Acordo Ortográfico

Outros deputados, em defesa de Paulinho, também pediram vistas. O relator Paulo Piau (PMDB-MG) votou pela cassação do sindicalista.

 A previsão do relator é retomar a votação na semana que vem, mas Piau não descartou a possibilidade de manobras para postergar a conclusão do processo. Ele reiterou que no próximo dia 15 de dezembro acaba o prazo para o Conselho de Ética julgar o caso. Pelas discussões que se seguiram ao relatório, a tendência é pela absolvição.

Operação Santa Tereza

Os supostos desvios de recursos do BNDES que envolvem o deputado Paulo Pereira foram descobertos pela Polícia Federal durante a Operação Santa Tereza. A operação, que foi desencadeada em abril deste ano, teve o objetivo de desmantelar uma organização criminosa que, de acordo com a PF, além de praticar crimes de tráfico de mulheres e explorar atividade de prostituição, participava de fraudes em concessão de empréstimo junto ao BNDES.

Paulinho, que é o maior líder da Força Sindical, seria o responsável por indicar o advogado Ricardo Tosto ao Conselho do BNDES e ter o presidente do Conselho do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ¿ um dos maiores provedores de recursos para o Banco ¿ Fernando Emediato, trabalhando em seu gabinete.

A partir de liberação de verbas do BNDES, cheques com porcentagens dos montantes seriam repassados pelo empresário Marcos Mantovani, da empresa Progus,  ao advogado Ricardo Tosto, que era identificado pela sigla "RT" e a Paulo Pereira da Silva, chamado de "PA", segundo a Polícia Federal.

Os cheques destinados a "RT" teriam sido depositados na conta do escritório de advocacia de Tosto ou usados para pagar o aluguel do imóvel. Os destinados a "PA" teriam sido creditados para a ONG Luta e Solidariedade, onde vários dos diretores são os mesmos da ONG Meu Guri.

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