Pedido de guarda de ex-mulher ofusca planos de homenagem a Jacko

Por Bob Tourtellote LOS ANGELES (Reuters) - A ex-mulher de Michael Jackson, Debbie Rowe, ofuscou o anúncio dos planos para a cerimônia em memória ao Rei do Pop na próxima semana ao abrir a possibilidade de uma batalha judicial sobre a guarda dos filhos deles.

Reuters |

Rowe disse a uma TV de Los Angeles na quinta-feira que deseja cuidar de seus dois filhos com Jackson, e uma audiência judicial para tratar da guarda -- concedida temporariamente à mãe do cantor, Katherine Jackson, de 79 anos -- foi adiada em uma semana.

Mas o advogado de Rowe disse que as palavras de sua cliente foram distorcidas na entrevista e que ela ainda não chegou a uma decisão final sobre se vai ou não enfrentar a mãe de seu ex-marido no tribunal.

Uma grande cerimônia memorial pública para Jackson, que morreu repentinamente na semana passada, acontecerá na próxima terça-feira em Los Angeles, e cerca de 11 mil ingressos serão dados gratuitamente para o evento no Staples Center, que tem lugar para 20 mil pessoas.

A empresa AEG Live, que estava promovendo os concertos que Jackson faria em Londres, disse que a cerimônia foi marcada para as 10h00 do horário local (14h de Brasília), na arena de esportes e concertos de rock no centro de Los Angeles.

Enquanto isso, Rowe -- mãe dos dois filhos mais velhos de Jackson, Prince Michael Jackson Jr., de 12 anos, e Paris Michael Katherine Jackson, de 11 -- aparentemente se prepara para uma disputa judicial com os pais de Jackson sobre o futuro das crianças.

A guarda temporária dos três filhos do cantor foi concedida no início da semana à mãe dele, Katherine Jackson, 79 anos. Um testamento de 2002 assinado por Jackson especificamente excluiu Rowe de sua herança e pediu que sua mãe assumisse a guarda dos filhos dele.

Embora ainda não tenham sido anunciados detalhes sobre a cerimônia memorial da terça-feira, a mídia de Los Angeles disse que a família de Jackson pode fazer uma cerimônia religiosa na casa funerária Forest Lawn Mortuary e então partir para o Staples Center em comboio.

A arena foi palco dos últimos ensaios de Jackson para sua sequência planejada de 50 concertos em Londres, que iria começar em 13 de julho, promovida pela AEG Live.

Vídeos de um ensaio feito duas noites antes da morte de Jackson, entregues à mídia pela AEG, mostram o cantor parecendo magro, mas cantando e dançando mais ou menos como no passado.

Mas relatos sobre seu consumo de medicamentos continuaram a circular na quinta-feira, e fontes policiais disseram que a polícia de Los Angeles pediu ajuda na investigação ao órgão dos EUA responsável pelo combate às drogas (DEA).

Vários sacos de medicamentos já foram retirados da casa de Jackson por funcionários do instituto médico legal.

Um irmão de Jackson, Jermaine Jackson, disse na quinta que os relatos sobre o possível uso de drogas por Michael Jackson magoaram a família.

"Michael sempre foi contra qualquer coisa desse tipo. Mas, neste ramo de trabalho, com as pressões e tudo pelo que se passa, nunca se sabe ao quê a pessoa pode recorrer", disse Jermaine no programa "Today" da NBC.

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