O Ministério Público do Trabalho (MPT) requereu hoje, por meio de ação de reclamação trabalhista, um pedido de indenização no valor de R$ 1 milhão em favor da menor L.R.

S., de 12 anos. A ação foi protocolada pela procuradora Janilda Guimarães Collo na Justiça do Trabalho de Goiânia e a reparação deverá ser paga, caso acatada, pela empresária Silvia Calabresi Lima, presa em flagrante em 17 de março, sob a acusação de tortura, cárcere privado e redução à condição análoga de escrava de L.R.S.

"Estes são os direitos trabalhistas de L.R.S., que não foram pagos durante o vínculo de emprego que existiu entre ela e a família da Silvia Calabresi Lima", disse Janilda. A menor morou na casa de Silvia durante dois anos, período em que foi obrigada a lavar a casa e os utensílios domésticos. A procuradora explicou também porque o MPT entrou no caso: "Por ser a L.R.S. menor e os pais biológicos não exercerem o pátrio poder", disse, referindo-se à decisão da Justiça de dar à menina uma nova família.

Janilda ajuizou ainda outra ação civil pública pela qual requer a condenação da família Calabresi Lima ao pagamento de uma compensação no valor de R$ 1 milhão por empregar trabalho escravo infantil a partir de atos de extrema violência, abusos, atividade forçada, tortura e ameaças. Se for condenada, e pagar a conta, a empresária deverá depositar esse dinheiro no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

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