Pecuaristas do Pará querem restringir oferta no Estado

São Paulo, 25 - As lideranças rurais no Pará estão orientando os pecuaristas a suspender as vendas ou simplesmente restringir ao máximo a disponibilidade de gado para os frigoríficos do Estado. A estratégia é uma resposta à forte queda nos preços do boi gordo na última semana, desde que foi divulgada a ação do Ministério Público Federal contra 21 fazendas e a recomendação para que frigoríficos e varejistas selecionem melhor seus fornecedores.

Agência Estado |

Segundo cálculos da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa), nos últimos sete dias a arroba do boi gordo que valia R$ 71,00 passou a ser negociada a R$ 61,00, acumulando uma desvalorização superior a 14%. "Estamos recomendando que os pecuaristas mantenham o gado no pasto. Como não temos problemas comuns da entressafra é possível deixar os animais nas fazendas, sem que haja perda de peso e prejuízos aos produtores", afirma Carlos Xavier, presidente da Faepa.

A recomendação de não vender ao gado é uma resposta à queda dos preços da arroba, mas também está relacionado com a manutenção dos preços no atacado. Segundo Xavier, algum elo da cadeia está se beneficiando da retração dos preços da arroba, já que não existe repasse dessa queda para o consumidor. "As fazendas embargadas pelo Ministério Público possuem 200 mil cabeças, o que representa 1% do rebanho estadual. Não é possível que os outros 99% sejam prejudicados por conta dessa ação do MPF", disse Xavier.

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