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Peça em São Paulo conta a trajetória do autor de O Guarani

SÃO PAULO ¿ Belém do Pará, 1896. Carlos Gomes 60 anos, muito adoecido. Fala com dificuldades. A anotação inicial de Carlos Gomes - Sangue Selvagem, peça de Erné Vaz Fregni que estreia hoje no Teatro dos Arcos, em São Paulo, nos leva aos instantes finais da vida do compositor brasileiro, autor de óperas como O Guarani, antes de voltar ao primeiro momento decisivo de sua carreira, quando, na juventude, decide abandonar a Campinas natal e ir estudar música no Rio. Começava ali uma carreira de sucessos, recontada na peça, que tem direção de José Renato e direção musical do maestro Julio Medaglia.

Agência Estado |

A mudança para o Rio levaria Carlos Gomes, eventualmente, em direção à Itália, onde teria carreira de sucesso; a volta ao Brasil, no fim da vida, o coloca na lista de artistas brasileiros que, reconhecidos lá fora, amargaram destino cruel por aqui (patrocinado por d. Pedro II, Gomes acabou se tornando símbolo da monarquia, a ser rechaçado com a proclamação da República). Essa dualidade ¿ sucesso lá fora, descaso em sua terra ¿, além de noções como compositor italiano nascido no Brasil, povoaram o imaginário em torno do compositor.

É com o objetivo de limpar a figura de Gomes desses mitos e lendas, que surgiu o espetáculo idealizado por Ernê Vaz. Em "Carlos Gomes - Sangue Selvagem", a narrativa respeita a sequência cronológica e é entremeada por trechos de obras de Gomes, retirados de montagens gravadas pelo maestro Julio Medaglia na Bulgária há alguns anos. César Negro vive Carlos Gomes, encabeçando um elenco que conta ainda com André Latorre, Michelle Zampieri, João Ribeiro, Marta Caetano, Jorge Julião, Walter Portela, Alceu Nunes, Roberto Giusti, Wagner Vaz, Milton Machado, Regis Silva, Elis Menezes, Fania Espinosa, Marllos Silva e Luis Sandei.

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