Alexandra Falcão, de 20 anos, e Giselly Helena, de 31, foram mortas e esquartejadas. Trio preso na cidade de Garanhuns usava carne humana para rechear empadas

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Local onde a polícia encontrou os corpos esquartejados de duas vítimas, em Pernambuco
AE
Local onde a polícia encontrou os corpos esquartejados de duas vítimas, em Pernambuco
Os restos mortais de Alexandra Falcão da Silva, 20 anos, e Giselly Helena da Silva, 31, mortas e esquartejadas - e que tiveram parte de suas carnes ingerida pelos assassinos - foram enterrados neste sábado, respectivamente em Palmeirina e Arcoverde, cidades do agreste pernambucano, onde tinham família. Elas moravam em Garanhuns, a 228 quilômetros do Recife, em Pernambuco,  também no agreste.

Giselly desapareceu em 25 de fevereiro e Alexandra, em 12 de março. Seus corpos foram encontrados enterrados no quintal da casa dos suspeitos dos assassinatos e de canibalismo, naquela cidade: Jorge Beltrão Negromonte Silveira, 50 anos, sua mulher Isabel Cristina Pires, 50, e sua amante Bruna Cristina Oliveira da Silva, 25. Eles assumiram os crimes e disseram ter consumido porções da carne e da pele das vítimas como forma de purificação. Alexandra e Giselly foram atraídas pelo trio com oferta de emprego doméstico e bom salário.

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Os corpos foram liberados pelo Instituto Médio Legal (IML), no Recife, por volta das 10h30. Antes se seguir para o enterro em Arcoverde, o corpo de Giselly foi velado na igreja evangélica Assembleia de Deus, em Garanhuns, que ela frequentava há cerca de um ano, de acordo com o presbítero Dário Florêncio de Oliveira. "Estamos todos chocados", afirmou ele. 

De acordo com a polícia, os suspeitos disseram que retiravam partes das coxas, nádegas, panturrilha e fígado e acondicionavam na geladeira. A carne retirada de cada corpo era suficiente para o consumo de três a cinco dias. Isabel também afirmou, no depoimento à polícia, que duas vezes, por falta de carne animal, usou a carne das vítimas para rechear empadas , que comercializava na cidade.

Parte das anotações que narram trechos dos assassinatos cometidos pelo trio em Garanhuns
AE
Parte das anotações que narram trechos dos assassinatos cometidos pelo trio em Garanhuns

Esquizofrenia

A seita Cartel, seguida pelos suspeitos, é anticapitalista e contra o crescimento populacional, disseram eles à polícia. Por isso suas vítimas são mulheres. Cada assassinato era tido como uma missão. A meta, de acordo com relato de Jorge Beltrão, era para realizar três "missões" por ano, informou o agente investigador José Júnior da Silva.

O caso veio a público depois que parentes de Giselly Helena da Silva denunciaram o seu desaparecimento. Os suspeitos foram localizados pela polícia porque usaram o cartão de crédito da vítima em lojas de Garanhuns e foram rastreados.

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