Nova busca a destroços do Air France inclui robô de Titanic

Órgão francês que investiga causas do acidente que matou 228 pessoas faz quarta tentativa de encontrar caixas-pretas do avião

Renata Baptista, iG Pernambuco |

Começou nesta terça-feira a quarta operação de buscas do avião da Air France que caiu no oceano Atlântico em junho de 2009, com 228 pessoas a bordo. O voo partiu do Rio de Janeiro com destino a Paris.

O navio de exploração americano Alucia, que estava atracado no Porto de Suape, em Pernambuco, desde sexta-feira, foi lançado ao mar para iniciar as buscas em uma área de dez mil quilômetros quadrados.

Nesta etapa, que será dividida em três fases de 36 dias cada uma, serão utilizados três robôs submarinos Remus (dois americanos e um alemão), além de sonares. Pesquisadores americanos também participarão da expedição.

Os equipamentos

Os equipamentos já foram utilizados na missão que descobriu destroços do Titanic. Cada robô possui quatro metros de comprimento e pesa cerca de 800 quilos, e pode trabalhar por até 22 horas diárias e percorrer cem quilômetros quadrados por dia.

De acordo com o Bureau de Investigação e Análise (BEA), órgão francês que apura as causas do acidente, a previsão é que a nova missão acabe em julho. O objetivo desta nova etapa é encontrar, além dos destroços do avião, as caixas-pretas, que podem ajudar a solucionar as causas do acidente.

A nova missão deve custar US$ 12,5 milhões e será paga pela Air France e pela Air Bus. As empresas foram indiciadas, na semana passada, por homicídio culposo pela Justiça francesa.

Caso seja bem sucedida, uma quinta fase de buscas, financiada pelo governo francês, será posta em prática para resgatar o que for localizado. Até agora, foram localizados 3% do avião e os corpos de 50 passageiros.

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