Irmão do copiloto diz que avião já havia apresentado problemas

Bimotor da Noar que tinha Roberto Gonçalves como copiloto caiu logo após decolar do aeroporto do Recife na manhã desta quarta

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O irmão do copiloto da aeronave que caiu nesta manhã, no Recife, afirmou que não acredita que o acidente tenha sido causado por falha humana. "Roberto (Gonçalves) era um piloto experiente. Só um problema de potência justificaria o acidente, já que ainda daria para voltar ao aeroporto", disse o irmão Jairo de Souza Gonçalves, acrescentando que ele ainda teria tentado evitar algo pior procurando o terreno descampado, que fica ao lado de dezenas de grandes edifícios.

De acordo ele, Roberto havia comentado que a aeronave, um bimotor LET 410, da companhia da República Tcheca Let Air Craft, já apresentava alguns problemas de decolagem. Segundo ele, uma equipe do país viria ao Brasil nos próximos meses para fazer revisões na aeronave.

Leia também: Área da queda de bimotor já foi palco de outros acidentes aéreos

O piloto do avião chegou a informar à torre de controle que estava com problemas e que faria um pouso forçado, segundo informações da Aeronáutica. Na tentativa, o avião caiu e pegou fogo. Dezesseis pessoas que estavam a bordo (14 passageiros e 2 tripulantes) morreram na queda, ocorrida em um terreno próximo à Praia de Boa Viagem.

Jairo acrescentou que o irmão estava de folga hoje, mas aceitou o pedido de um colega para fazer o voo. O irmão disse que a escala de trabalho do piloto era apenas no sábado.

Em nota oficial, a empresa informa que as habilitações técnicas e os certificados de capacitação física dos pilotos estavam regulares.

* Com Pierre Lucena, especial para o iG no Recife

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