Fim da operação-padrão não agiliza serviços do IML no Recife

Legistas não estão dando conta de atender a demanda acumulada desde o início da operação-padrão

Renata Baptista, iG Pernambuco |

Mesmo após o fim da operação-padrão dos médicos legistas, deteminada na noite desta terça-feira, ainda há demora na entrega dos corpos aos familiares, no Recife. Nesta quarta-feira, deram entrada 12 corpos e 17 foram necropsiados no Serviço de Verificação de Óbito (SVO), no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A média de necropsias durante a operação-padrão era de 20 corpos ao dia. A pasta não informa quantos corpos estão à espera da necropsia.

Os legistas não estão dando conta de atender a demanda acumulada desde o início da operação-padrão, no dia 11. Eles estão trabalhando no SVO desde a última sexta-feira, quando o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) interditou os serviços no prédio do Instituto Médico Legal (IML) por falta de condições técnicas no local.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social, as operações devem ser normalizadas na próxima semana, quando os exames voltarem a ser realizados no prédio do IML. A instituição está passando por reforma emergencial e vai passar por nova inspeção do Cremepe na próxima segunda-feira.

Enquanto isso, os parentes, que ficam na porta do SVO, na Cidade Universitária, afirmam estar cansados e frustrados com a falta de informação.

A dona de casa Kelly Florêncio, que aguarda a liberação do corpo do cunhado, morto na sexta-feira, disse que a família desistiu de fazer velório. Segundo ela, a incerteza da liberação do corpo tem trazido tristeza a toda família. "Isso é cruel e muito humilhante."

Acordo

Os médicos legistas realizaram o protesto devido à decisão do governo de reduzir a jornada de trabalho de 40 para 20 horas semanais, o que consequentemente reduzia os salários da categoria. Eles também pleiteavam melhores condições de trabalho.

A categoria aceitou, em assembleia realizada na noite desta terça-feira, a proposta do governo de passar a carga horária para 30 horas semanais e um aumento que varia de 14% a 31%, dependendo do salário do servidor.

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