Delegado vai ouvir donos e funcionários da Noar

O delegado Guilherme Mesquita quer ouvir principalmente as pessoas envolvidas com a manutenção dos aviões

iG São Paulo |

O delegado que preside o inquérito que apura o acidente da aeronave da Noar Linhas Aéreas, Guilherme Mesquita, quer ouvir, ainda nesta semana, os donos e funcionários da empresa, especialmente os que trabalham na manutenção dos aviões. "Esta é agora a minha prioridade", afirmou, depois de encaminhar para a perícia da Secretaria de Defesa Social o original de um caderno com relatos dos pilotos apontando supostas irregularidades na aeronave que sobrou à empresa (o PR-NOA) após o acidente, ocorrido na quarta-feira (13) no Recife.

O documento, entregue à TV Globo, foi encaminhado domingo (17) à delegacia de Boa Viagem e foi motivo de um registro de furto, pela Noar Linhas Aéreas, no sábado (16). Para o delegado, não houve furto, mas desvio de um caderno para dar publicidade aos fatos, por isso não será aberto inquérito. Ele pretende ouvir testemunhas do acidente, além de "decifrar" todas as informações contidas no caderno, para embasar os depoimentos da direção e funcionários da Noar.

No caderno, de capa dura, os pilotos e copilotos registraram problemas que vão desde superaquecimento do motor a luzes queimadas, fone do comandante que não funcionava e indicação trocada das luzes de aviso dos motores direito e esquerdo.

Resposta da Noar

A companhia Noar Linhas Aéreas emitiu nota nesta noite afirmando que o registro auxiliar da aeronave PR-NOA foi furtado. A empresa alega que percebeu a falta do caderno de notas na sexta-feira (15). Conforme a assessoria, foi feito um boletim de ocorrência na delegacia de Boa Viagem.

Segundo a companhia, todas as percepções e relatos dos tripulantes sobre as condições das aeronaves são tratados com responsabilidade e solucionados pelos especialistas em manutenção. A empresa também afirma que, "assim como já fazia", continuará a cumprir todas as determinações da Anac.

Segundo a empresa, isso foi feito desde a sua homologação como empresa aérea regular. A Noar diz que sempre operou aeronaves homologadas pelos órgãos competentes. A companhia se põe à disposição das autoridades aeronáuticas Cenipa e Anac e diz que voltará a se manifestar sobre esse assunto apenas após posicionamento da Anac.

Familiares das vítimas

Na nota, a companhia afirma também que desde o primeiro momento após o acidente aéreo ocorrido no último dia 13, no Recife, sua a prioridade tem sido prestar todo o apoio necessário aos familiares das vítimas. A Noar acrescenta que continua fazendo isso de várias formas, como disponibilização de transporte, hospedagem e acompanhamento de equipe multidisciplinar (psicólogos, médicos, assistentes sociais).

Com AE

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