Termina racionamento de água no Recife

Por Agência Estado |

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Fortes chuva desta semana ajudaram a antecipar o fim do racionamento que afetava mais de um milhão de pessoas na região metropolitana da capital pernambucana

Agência Estado

As fortes chuvas que causaram transtorno e pararam o Recife na sexta-feira, 17, ajudaram a antecipar o fim do racionamento de água que afetava 1,3 milhões de pessoas na capital e no município metropolitano de Jaboatão dos Guararapes desde o final de fevereiro. O anúncio foi feito neste domingo, 19, em entrevista coletiva, pelo governador Eduardo Campos (PSB), na sede provisória do governo estadual, depois de um sobrevoo sobre as barragens de Tapacurá, Goitá e Pirapama, que atendem à região.

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O rodízio foi implantado por precaução diante dos sinais de estiagem na região metropolitana. O reservatório de Pirapama, principal manancial e usado como referência, estava com um nível muito baixo e havia o temor de um colapso: tinha 19% da sua capacidade no final de fevereiro, quando se implantou o racionamento, e chegou a 13% no final de março. "Foi a menor vazão dos últimos 30 anos", afirmou Campos. Hoje é de 42%, com previsão de alcançar sua capacidade total até agosto, quando termina o ciclo chuvoso na área metropolitana.

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O consumo da área afetada pelo racionamento é de 10 mil litros por segundo. Passou para 7.060 litros por segundo no período de rodízio e agora retorna aos 10 mil/s. Segundo o governador, a previsão era de fazer um balanço da situação no final deste mês para avaliar a possibilidade de encerrar o rodízio de 20 horas por 28 horas. Com as chuvas do dia 17 - em um dia choveu 145% da média histórica do mês de maio - foi possível encerrar o racionamento. "Com segurança técnica", garantiu.

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