Justiça considera ilegal, mas policiais de Pernambuco mantêm paralisação

Policiais reivindicam reajuste salarial de 65% e melhoria de condições de trabalho. Tribunal de Justiça considerou a paralisação ilegal e impôs multa de R$ 20 mil a cada dia de greve

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Reconhecida como ilegal pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, a greve dos policiais civis , iniciada segunda-feira, continua pelo menos até quinta-feira, quando a classe se reúne em assembleia para avaliar o movimento. O Sindicato dos Policiais no Estado (Sinpol-PE) anunciou que vai recorrer da decisão judicial, que também impôs pagamento de multa diária de R$ 20 mil ao sindicato em caso de descumprimento.

A greve: Policiais entram em greve e cobram reajuste de 65% em Pernambuco

Os policiais reivindicam reajuste salarial de 65% e melhoria de condições de trabalho e de equipamentos de segurança. O governo estadual já anunciou não haver possibilidade de concessão de nenhum reajuste e diz estar cumprindo acordo realizado ano passado que prevê reajuste de 47% até 2014. O secretário estadual de Defesa Social ameaçou cortar o ponto dos grevistas.

Na avaliação do presidente do Sinpol-PE, Claudio Marinho, a adesão ao movimento é total - com manutenção do trabalho de 30% da categoria para atender aos serviços de registro de flagrante e perícia em local de crime. Na avaliação do governo, 30% aderiram à paralisação.

Um policial civil em início de carreira ganha R$ 2,6 mil - o vigésimo pior salário da categoria no País, de acordo com Marinho. Pernambuco tem cerca de seis mil policiais.

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