PDT dá mais um passo para apoiar candidatura de Dilma

BRASÍLIA (Reuters) - Defendendo uma eleição presidencial plebiscitária, a cúpula do PDT anunciou nesta quinta-feira à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) o apoio à sua futura candidatura à Presidência da República. A Executiva Nacional do PDT tomou essa decisão na semana passada, definição que ainda terá de passar pelo Diretório Nacional da legenda em março, e pela convenção da sigla em junho. Para o presidente licenciado do PDT e ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a chance de a decisão não ser homologada é praticamente nula.

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"Temos que fazer dessa eleição um plebiscito. Temos que saber quem é contra e quem é a favor da continuidade do governo Lula", disse Lupi a jornalistas antes de participar de almoço com a ministra. "A nossa candidata é a Dilma."

Embora reconheça que PT e PDT precisam ainda chegar a acordos em Estados como o Maranhão, o Paraná e o Rio de Janeiro, Lupi destacou que a decisão da direção do partido já é "praticamente uma formalização" da aliança em âmbito nacional.

Segundo Lupi, se o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), não desistisse de concorrer à Presidência pelo PSDB em benefício do governador de São Paulo, José Serra, a configuração dos acordos políticos poderia ser outra. No entanto ele negou que o PDT poderia apoiá-lo.

"Não se pode fazer jogo duplo. Não podemos estar no governo e no palanque da oposição", disse.

Pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma também estava presente na entrevista coletiva. Ela disse estar feliz por ter o PDT ao seu lado, já que já fez parte dos quadros do partido no passado. Quando ouviu de Lupi que seu eventual governo deveria representar a continuidade da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mas com melhoras, a ministra logo pontuou: "continuidade, para nós, é avançar".

PSB

Dilma contou também aos jornalistas como foi o encontro entre o presidente Lula e o presidente do PSB, o governador do Pernambuco, Eduardo Campos, na véspera.

Na reunião, da qual Dilma também participou, o tema também foi a disposição do governo de transformar a eleição presidencial num plebiscito. O deputado Ciro Gomes insiste em disputar a Presidência pelo PSB. Mas Lula tenta convencê-lo de concorrer ao governo de São Paulo a fim de abrir caminho para a candidatura de Dilma.

"As discussões foram no sentido de que se acompanhasse o desenvolvimento da situação e voltar-se-ia a conversar em março, como estava já previsto", contou a ministra.

Perguntada se foi conversado objetivamente sobre o destino político de Ciro Gomes, Dilma disse que as conversas foram mais teóricas.

"A oposição é mais una quanto mais candidatos ela tem. Os governos geralmente são mais unos e demonstram mais unidade quanto mais unificam suas candidaturas", exemplificou.

(Reportagem de Fernando Exman)

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