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PC do B cria elite de indenizados do Araguaia

As avaliações do PC do B, que não reconheceram ou minimizaram em documentos oficiais o papel dos camponeses recrutados para a Guerrilha do Araguaia (1972-1975), criaram uma distorção. As indenizações para as vítimas da ditadura beneficiaram apenas a “elite” da guerrilha, os militantes que foram recrutados nas cidades.

Agência Estado |

Ficaram de fora os camponeses, tratados pelo PC do B como “apoios”, “elementos de massa” ou “moradores da região”. O grupo dos privilegiados surgiu antes mesmo do benefício ser concedido.

Pedro Pereira de Souza, o Pedro Carretel, foi um dos integrantes mais destacados da guerrilha. Viveu mais tempo a aventura da guerrilha que guerrilheiros que entraram para o panteão montado pelo PC do B, como João Amazonas e Criméia de Almeida. Ele, no entanto, não ganharia espaço na versão da história apresentada por entidades de esquerda. Nos documentos do PC do B, é descrito como “elemento de massa”. Pedro Carretel combateu os militares durante as três campanhas, mas a família dele não entrou na lista das beneficiadas com indenização do governo.

Adalgisa de Moraes e Frederico Lopes, de São Domingos, atuaram como guerrilheiros. O casal participou de todos os encontros na mata. Frederico foi preso e torturado e ficou com sequelas físicas. Adalgisa reclama que teve a casa e a roça incendiadas pelo Exército. “Sou mais guerrilheira que a Criméia, que recebeu indenização até para o filho que não tinha nascido”, reclama Adalgisa, numa referência a Criméia de Almeida, a Alice, que além de ser indenizada conseguiu incluir na lista dos beneficiários o filho João Carlos, nascido durante a prisão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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