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Pavarotti usou playback nos Jogos Olímpicos de Turim, diz maestro

Roma, 8 abr (EFE) - O tenor italiano Luciano Pavarotti, falecido em 2007, cantou em playback durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2006, em Turim, revela um livro publicado hoje na Itália escrito pelo maestro e pianista Leone Magiera, que acompanhou o artista durante toda a sua carreira. Nos últimos anos, a figura de Luciano tinha piorado, assim como suas escolhas musicais, assegura Magiera no livro intitulado Pavarotti visto da vicino (Pavarotti visto de perto, em tradução livre), no qual conta sua trajetória profissional junto ao tenor. Apesar das dores cada vez maiores que sofria - provavelmente aviso da doença que o levou ao túmulo - e de ser obrigado a se movimentar em uma cadeira de rodas, Pavarotti quis participar do espetáculo de abertura dos Jogos Olímpicos de Turim, diz um trecho do livro. Todos acharam que era uma transmissão ao vivo, mas na verdade foi muito diferente, afirma o maestro. Magiera narra então como gravou com a orquestra a ária Nessun Dorma, de Giacomo Puccini, e depois levou o registro a um estúdio de Modena, cidade natal de Pavarotti. Segundo o pianista, o tenor cantou sobre a gravação da orquestra com uma voz quase intacta e que o fez sentir calafrios. Foi de uma expressividade que dava a impressão de se referir ao extraterreno, talvez à vida depois da morte...

EFE |

", diz Magiera, comentando que Pavarotti cantou por várias vezes até ficar satisfeito e, quando terminou, o tenor caiu sobre sua cadeira de rodas, "extenuado".

"Portanto, na noite do espetáculo de abertura, a orquestra fingia tocar para o público, eu fingia conduzir e Luciano fingia cantar", assegura Magiera, acrescentando que "o efeito foi belíssimo, ninguém se deu conta dos truques da tecnologia".

Magiera é casado com Lidia La Marca, ginecologista, que era amiga íntima de Pavarotti. La Marca assegurou à imprensa que Pavarotti lhe confessou pouco antes de morrer que sua esposa, Nicoletta Mantovani, o "atormentava", o tinha isolado e que "ou se suicidava ou se separava" de sua segunda mulher.

Após essas declarações, Mantovani processou La Marca por difamação. EFE alg/bba/db

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