Paulo Octávio descarta licença do governo do DF

O governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, não pretende se licenciar do cargo por conta do pedido de impeachment que a Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal pretende apresentar e por conta do seu envolvimento na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O inquérito relata gravações feitas, com autorização da Justiça, sobre a suposta divisão de dinheiro entre membros do primeiro escalão do governo do Distrito Federal.

Agência Estado |

"Não existe essa possibilidade", afirmou o assessor de imprensa Andre Duda.

Nesta tarde, o governador em exercício teve uma reunião de cerca de 40 minutos com o presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, desembargador Nívio Gonçalves. "Foi uma visita de apresentação", disse o assessor de imprensa.

Inicialmente, o desembargador tinha convidado os jornalistas a presenciarem o encontro mas, a pedido de Paulo Octávio, o encontro ocorreu sem a presença da imprensa. Antes do encontro, Nívio Gonçalves admitiu que acompanha "com preocupação" os últimos acontecimentos em Brasília classificados por ele como "notícias horríveis". E completou: "O Poder Judiciário tem obrigação de manter a harmonia entre os Poderes e ver os Poderes andar com dignidade. Claro que todos nós estamos indignados". Também participou do encontro o presidente da Câmara Legislativa do DF, Wilson Lima (PR).

Pela manhã, Paulo Octávio teve uma longa reunião - de cerca de três horas - com os principais secretários do governo - da Educação, Eunice Santos, da Fazenda, Andre Clemente, do Planejamento, Ricardo Pena, de governo, Flávio Adalberto Gilsane. Também participou da reunião o procurador-geral do DF, Marcelo Galvão. Em seguida, conforme sua assessoria, Paulo Octávio foi ao aeroporto acompanhar a mulher, Anna Christina Kubitschek Pereira, que viaja à noite para os Estados Unidos.

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