Deputado defende indiciamento de Paulo Lacerda por falso testemunho http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/26/protogenes_ajuda_de_agentes_da_abin_a_pf_e_normal_2613327.html target=_topProtógenes: ajuda de agentes da Abin à PF é normal" / Deputado defende indiciamento de Paulo Lacerda por falso testemunho http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/26/protogenes_ajuda_de_agentes_da_abin_a_pf_e_normal_2613327.html target=_topProtógenes: ajuda de agentes da Abin à PF é normal" /

Paulo Lacerda teve acesso a informação sigilosa da Operação Satiagraha, diz agente

BRASÍLIA - O agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Márcio Seltz, disse nesta quarta-feira, em depoimento à CPI dos Grampos, que entregou ao diretor-afastado da Abin, Paulo Lacerda, um pen-drive com gravações de áudio de interceptações telefônicas realizadas durante as investigações prévias da Operação Satiagraha, ação da Polícia Federal (PF) responsável pela prisão do banqueiro Daniel Dantas. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/26/presidente_da_cpi_dos_grampos_defende_indiciamento_de_paulo_lacerda_por_falso_testemunho_2613156.html target=_topDeputado defende indiciamento de Paulo Lacerda por falso testemunho http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/26/protogenes_ajuda_de_agentes_da_abin_a_pf_e_normal_2613327.html target=_topProtógenes: ajuda de agentes da Abin à PF é normal

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

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A defesa de Dantas argumenta que o acesso da Abin a partes sigilosas da investigação da PF seria ilegal, invalidando assim as provas obtidas. Na manhã desta quarta, em visita ao Senado Federal, Protógenes Queiroz, primeiro delegado responsável pela Satiagraha, garantiu que a Abin não teve acesso aos dados.

A participação de agentes da Abin na Operação Satiagraha abriu divergência entre os comandos dos dois órgãos, uma vez que o diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, se disse surpreso ao saber da cooperação dos funcionários da agência com a PF.

Em contrapartida, Seltz, agente da Abin, garante que participou das investigações por ordens de superiores hierárquicos. "Minha colaboração com a PF foi legal, oficial e formal", disse.

O nome de Márcio Seltz surgiu na apuração da CPI dos Grampos durante o depoimento do diretor de inteligência da PF Daniel Lorenz, que afirmou aos deputados que a presença de Seltz no prédio sede da Polícia Federal, em Brasília, foi o ponto de partida para as investigações sobre os supostos abusos cometidos pelo delegado Protógenes durante a condução da Satiagraha.

O presidente da CPI, o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), perguntou ao depoente se ele acreditava que os fins justificam os meios. Não, respondeu Seltz, se tudo tivesse corrido bem, não haveria hoje dois inquéritos abertos, uma investigação interna, etc. O agente disse, porém, que só soube das supostas ilegalidades cometidas por Protógenes Queiroz, posteriormente, pela imprensa.

Depoimento adiado

Ainda nesta quarta a CPI dos Grampos ouviria o depoimento do agente da Abin José Ribamar, cuja oitiva foi adiada para terça-feira que vem, quando o relator da comissão, deputado Nelson Pelegrino (PT-BA), estará de volta de uma viagem e poderá participar da sessão.

Ribamar é apontado como o coordenador da equipe de agentes da Abin que teria atuado nas investigações da Operação Satiagraha. Ele teve um habeas-corpus negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF); o agente queria falar com os parlamentares em sessão secreta, como forma de assegurar o sigilo de sua identidade.

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