Paulo Bernardo sai em defesa de Dilma no caso Varig

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, defendeu hoje a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em relação à acusação da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu de que a ministra teria pressionado a agência a ignorar irregularidades na venda da Varig e da VarigLog. Acho que não tem documento nenhum, disse.

Agência Estado |

De forma irônica, Paulo Bernardo afirmou, porém, que até o final do dia possa ter que reconhecer que errou e que Denise Abreu tenha, de fato, apresentado um documento. No entanto, ele não entrou em detalhes sobre o mérito e nem se tal documento poderia funcionar como prova de irregularidade contra a ministra.

Paulo Bernardo fez as declarações em uma rápida e tumultuada entrevista após participar da cerimônia de posse do novo ministro da Previdência Social, José Pimentel. Governadores, ministros, senadores, deputados e outras autoridades estavam presentes à cerimônia, no auditório do Ministério da Previdência.

O ministro disse que os senadores da oposição estão mais preocupados em prejudicar a ministra Dilma do que em esclarecer o caso Varig. "Eu pensei que era para esclarecer o caso Varig. Se fosse isso, tudo ficaria claro. Agora, o que querem é pegar a Dilma", afirmou. Bastante sarcástico, ele comentou, em tom de brincadeira: "Pode ser que um dia consigam. A oposição se trai ao mostrar que está mais interessada em prejudicar a ministra".

Agências reguladoras

O ministro afirmou que o processo de compra da Varig foi conduzido por um juiz federal e que, por isso, não se pode afirmar que foi ilegal. Bernardo rebateu também a avaliação da oposição de que as agências reguladoras perderam a independência a partir do governo Luiz Inácio Lula da Silva. "A mídia dizia que tinha agência do PSDB, do PFL, que agora virou DEM, do PMDB. Ou isso não existia? Será que eu sonhei?", indagou Bernardo.

Ele disse ainda que o governo Lula promoveu concursos públicos para as agências reguladoras contratarem funcionários e aperfeiçoou o plano de carreira deles. "Antes, não tinha concursados." Bernardo afirmou também que as agências, embora sejam órgãos independentes, podem manter relações com o governo e que as decisões delas têm de ser amparadas por lei. "Falar que as agências não podem falar com o governo é brincadeira."

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