Paulo Bernardo nega que haja pressão dos parlamentares por emendas

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, negou nesta quarta-feira que haja uma obstrução das votações no Congresso para pressionar a liberação de emendas, tanto individuais como de bancadas.

Christian Baines, repórter em Brasília |

Quando perguntado se o governo pretende liberar emendas para encerrar a greve branca que os deputados estão fazendo na Câmara, desconversou. Não acredito que os deputados fizessem uma coisa dessa, de forma alguma. Deputado não faz greve. Esse negócio de pressão, de greve de deputado, é invenção. Não acredito que vai acontecer um negócio desse, não, disse ao sair da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

O ministro garantiu que o governo vai liberar o recurso para as emendas parlamentares assim que possível. Nós vamos liberar, dentro das possibilidades que temos. Até conversei com líderes partidários hoje. (...) Tendo possibilidade, nós vamos liberar. Até porque isso consta da lei orçamentária. São projetos integrantes do Orçamento de 2009. Agora, expliquei também que nós temos uma situação fiscal delicada, por causa da queda da receita e essas coisas. 

Hoje, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), cancelou a reunião com os líderes dos partidos na Casa que faria uma avaliação das possíveis votações do dia, por causa do impasse em relação à liberação das emendas.

O PMDB, partido com maior número de deputados, está obstruindo a votação na Casa. Os partidos pressionam o governo a apresentar um cronograma de liberação da verba destinada às prefeituras e ameaça não fazer nenhuma votação enquanto isso não acontecer. 

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