O deputado federal e ex-presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, disse nesta quinta-feira que não tem como se defender das suspeitas de seu envolvimento no suposto esquema de desvio de recursos públicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Santa Tereza.

"Como é que eu vou me defender de uma coisa que não me deram?", indagou ele. O deputado se queixa de não ter tido acesso ao processo encaminhado pela PF.

Paulinho falou hoje sobre o assunto pela primeira vez, depois de dois dias de silêncio, em evento de comemoração do Dia do Trabalho, promovido pela Força Sindical em São Paulo, na praça Campo de Bagatelle, na zona norte da cidade.

"Eu sei menos do que a imprensa, porque, para a imprensa, a PF deu todo o dossiê, ou seja lá o quer for, um processo", disse ele.

"Eu, para ter acesso a esse processo, pedi aos meus advogados para irem buscar. Mas o delegado disse que meus advogados só poderiam fotografar um laudo em cima da mesa e tirar algumas cópias." Segundo o parlamentar, ele conseguiu copiar somente 39 páginas de um processo que teria mais de 300 páginas.

Paulinho não quis responder se acreditaria ter havido "exagero" da PF na divulgação dessas informações à imprensa. "Não posso falar mais nada, vocês sabem mais do que eu", disse eles aos jornalistas.

O deputado afirmou ainda que, no trecho do processo a que teve acesso, há apenas uma menção a um "Paulinho" e, segundo, ele não há prova nenhuma de que se trate de sua própria pessoa. "Só sei que, nessa parte que eu tenho, citam um 'Paulinho' uma vez. Pode ser eu, como milhares de 'Paulinhos'."

Leia mais sobre: PF

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.